Publicado 19/04/2026 12:31 | Atualizado 19/04/2026 12:59
Os cinco envolvidos no que ficou conhecido como "a maior chacina do DF" foram condenados neste sábado (19), após seis dias de julgamento pelo Tribunal do Júri do Distrito Federal. O caso ocorreu após o Natal de 2022, na chácara Quilombo, no Itapoã (DF), onde dez pessoas da família Belchior de Oliveira foram mortas.
PublicidadeOs réus responderam por associação criminosa qualificada, homicídio qualificado, latrocínio, corrupção de menor, extorsão mediante sequestro e ocultação de cadáver. A ação foi motivada pelo interesse em um terreno de 50 mil m², avaliado em R$ 2 milhões.
As sentenças foram dadas individualmente. Gideon Batista de Menezes, considerado um dos principais envolvidos no crime, foi condenado a cumprir 397 anos, oito meses e quatro dias de prisão, além de um ano e cinco meses de detenção e do pagamento de 716 dias-multa.
Carlomam dos Santos Nogueira, Horácio Carlos Ferreira Barbosa e Fabrício Silva Canhedo tiveram penas severas de 351, 300 e 202 anos de reclusão, respectivamente. Carlos Henrique Alves da Silva, o último a ser preso, foi absolvido por um homicídio, mas deverá cumprir dois anos de reclusão pela rendição de uma das vítimas.
Horácio e Gideon moravam na chácara e prestavam serviços gerais à família.
As vítimas foram: Marcos Antônio Lopes de Oliveira, Renata Juliene Belchior, Gabriela Belchior de Oliveira, Thiago Gabriel Belchior de Oliveira, Elizamar da Silva, Cláudia da Rocha Marques, Ana Beatriz Marques de Oliveira e três crianças — Gabriel (7 anos), Rafael (6) e Rafaela (6).
O caso começou a ser planejado em outubro de 2022 e se desenrolou entre o fim de dezembro do mesmo ano e meados de janeiro de 2023, em um período de três semanas. A primeira ação ocorreu no dia 27 de dezembro, quando Gideon, Horácio e Carlomam, junto a um adolescente, foram até a chácara e renderam Marcos Antônio Lopes de Oliveira, sua esposa, Renata Juliene Belchior, e a filha do casal, Gabriela Belchior.
Aproximadamente R$ 49 mil foram roubados, e as vítimas foram levadas para um cativeiro em Planaltina, onde Marcos foi morto e teve o corpo esquartejado por Gideon e Horácio. A partir daí, os criminosos começaram a usar os celulares das vítimas para atrair os outros membros da família.
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