Hélio Lopes (PL-RJ) firma que incidente com a imigração norte-americana prejudica a reputação nacional no exteriorDivulgação / Câmara
Publicado 22/04/2026 18:40 | Atualizado 22/04/2026 18:43
O deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ) protocolou nesta terça-feira (21), na Comissão de Relações Exteriores da Câmara, um requerimento para convocar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. O parlamentar busca esclarecimentos sobre o episódio de um policial que teve as credenciais de acesso negadas em unidade onde cumpria missão nos Estados Unidos.

O agente, que atuou na prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem na última semana, deve retornar ao Brasil após a ocorrência. O documento acabou apresentado com o endosso do líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). Segundo Lopes, o episódio "atinge a imagem do país" e colocaria em risco a "credibilidade institucional e as relações internacionais".

Entenda o caso
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O Departamento de Estado norte-americano acusa Marcelo Ivo, o oficial brasileiro, de ter tentado "manipular" o sistema de imigração, contornando pedidos formais de extradição. O comunicado do governo dos Estados Unidos foi divulgado nesta segunda-feira (20).

Uma semana antes, o policial havia trabalhado na prisão de Ramagem, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. O ex-deputado foi detido pelo serviço de imigração americano (ICE) em 13 de abril e solto dois dias depois. Ramagem fugiu para os Estados Unidos em setembro do ano passado. A Polícia Federal alegou que a prisão se tratou de uma cooperação policial, já que o ex-parlamentar é considerado foragido.

''Não há nenhuma expulsão''
Nesta quarta-feira (22), Andrei Rodrigues esclareceu que Marcelo Ivo não foi expulso, mas teve as credenciais negadas no sistema da unidade em que trabalhava. Por isso, o diretor-geral da corporação entendeu que seria "mais prudente" o retorno do brasileiro.

"Não há nenhuma expulsão de funcionário brasileiro. Ele voltou por determinação minha para que consigamos esclarecer se há um processo formal no Departamento de Estado", afirmou Andrei.

O diretor-geral utilizou o "princípio da reciprocidade" e retirou as credenciais de um policial americano que trabalhava em uma unidade da PF, em Brasília. Ele explicou que, sem o acesso, o agente estrangeiro deixa de frequentar a base de dados usada para cooperações entre os dois países, mesma situação enfrentada pelo delegado brasileiro em Miami.
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