Publicado 23/04/2026 16:57
Uma operação conjunta no Condado de Orange, na Flórida (EUA), resultou na prisão de quatro brasileiros suspeitos de comandar um esquema de fraude e extorsão pela empresa Legacy Imigra. O grupo é acusado de enganar imigrantes em situação irregular com falsas promessas de asilo, acumulando mais de US$ 20 milhões nos últimos três anos.
Os detidos acabaram identificados como Vagner Soares De Almeida (fundador da empresa), sua esposa Juliana Colucci, além dos associados Ronaldo Decampos e Lucas Felipe Trindade Silva. Segundo o xerife John Mina, a agência se promovia como um serviço de advocacia completo, mas enriquecia os envolvidos por meio de manipulação e mentiras. "A maioria dos clientes, em grande parte brasileiros, não chegou mais perto do sonho americano", afirmou a autoridade.
Como funcionava o golpe
PublicidadeOs detidos acabaram identificados como Vagner Soares De Almeida (fundador da empresa), sua esposa Juliana Colucci, além dos associados Ronaldo Decampos e Lucas Felipe Trindade Silva. Segundo o xerife John Mina, a agência se promovia como um serviço de advocacia completo, mas enriquecia os envolvidos por meio de manipulação e mentiras. "A maioria dos clientes, em grande parte brasileiros, não chegou mais perto do sonho americano", afirmou a autoridade.
Como funcionava o golpe
Segundo as autoridades americanas, as denúncias das vítimas mostram que a empresa conduzia um esquema para enganar imigrantes em busca de regularização nos EUA. Os suspeitos afirmavam falsamente que eram advogados de imigração qualificados e cobravam taxas elevadas "por solicitações fraudulentas ou mal preenchidas".
Até o momento, sete vítimas cooperaram com a investigação, mas o xerife disse acreditar existam centenas de outras. As vítimas que denunciaram são da Flórida, Carolina do Sul, Connecticut e Nova Jersey. Conforme o xerife, cada vítima teve prejuízo entre US$ 2.500 e US$ 26 mil.
"As vítimas disseram que, uma vez que se comprometiam financeiramente e começavam a pagar, a Legacy aumentou seu controle. A empresa criou contas de e-mail em nome das vítimas, sem conhecimento ou consentimento, e reteve documentos dizendo às vítimas que não receberiam seus papéis a menos que pagassem mais dinheiro", contou John Mina.
Ele explicou ainda que a retenção dos documentos de imigração foi usada como forma de pressão "explorando o medo das vítimas de serem deportadas dos EUA".
O caso chegou ao conhecimento das autoridades dos EUA em setembro do ano passado, quando um advogado da Ordem da Flórida entrou em contato com o xerife dizendo que havia recebido múltiplas denúncias envolvendo a empresa.
A ação foi conduzida pelo Gabinete do Xerife do Condado de Orange em conjunto com o Departamento de Investigações de Segurança Interna (HSI) e o Gabinete do Procurador-Geral da Flórida. As autoridades orientam possíveis vítimas a entrarem em para colaborar com o caso.
Até o momento, sete vítimas cooperaram com a investigação, mas o xerife disse acreditar existam centenas de outras. As vítimas que denunciaram são da Flórida, Carolina do Sul, Connecticut e Nova Jersey. Conforme o xerife, cada vítima teve prejuízo entre US$ 2.500 e US$ 26 mil.
"As vítimas disseram que, uma vez que se comprometiam financeiramente e começavam a pagar, a Legacy aumentou seu controle. A empresa criou contas de e-mail em nome das vítimas, sem conhecimento ou consentimento, e reteve documentos dizendo às vítimas que não receberiam seus papéis a menos que pagassem mais dinheiro", contou John Mina.
Ele explicou ainda que a retenção dos documentos de imigração foi usada como forma de pressão "explorando o medo das vítimas de serem deportadas dos EUA".
O caso chegou ao conhecimento das autoridades dos EUA em setembro do ano passado, quando um advogado da Ordem da Flórida entrou em contato com o xerife dizendo que havia recebido múltiplas denúncias envolvendo a empresa.
A ação foi conduzida pelo Gabinete do Xerife do Condado de Orange em conjunto com o Departamento de Investigações de Segurança Interna (HSI) e o Gabinete do Procurador-Geral da Flórida. As autoridades orientam possíveis vítimas a entrarem em para colaborar com o caso.
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