Publicado 25/04/2026 18:16
Dois empresários brasileiros foram detidos em Portugal, na quinta-feira (23), acusados de importar quase uma tonelada de cocaína. A droga, enviada do Brasil em fevereiro, estava camuflada em uma carga de açúcar que chegou ao país pelo Porto de Leixões. Aproximadamente 900 kg do entorpecente foram atribuídas a eles pelo Ministério Público de Portugal.
PublicidadeSegundo a acusação da Procuradoria da República da Comarca de Braga, Marcelo Sousa Costa e Douglas Soriano Júnior planejavam retornar ao Brasil no dia em que foram presos. Eles responderão por tráfico internacional de drogas e associação criminosa. A defesa dos empresários, no entanto, nega as acusações.
Fachada
Segundo a denúncia, o grupo operava por meio de uma empresa sediada em Portugal para simular o comércio legítimo de produtos alimentares brasileiros. A estrutura criminosa foi consolidada em junho de 2025, elegendo o açúcar como o principal disfarce para o transporte das cargas ilícitas.
A investigação identifica papéis distintos para os empresários. Marcelo Costa é apontado como o líder e mentor da organização, encarregado de abrir as empresas e coordenar a logística internacional, enquanto Douglas Júnior geria a parte financeira e o fluxo de capitais do grupo.
Segundo a denúncia, o grupo operava por meio de uma empresa sediada em Portugal para simular o comércio legítimo de produtos alimentares brasileiros. A estrutura criminosa foi consolidada em junho de 2025, elegendo o açúcar como o principal disfarce para o transporte das cargas ilícitas.
A investigação identifica papéis distintos para os empresários. Marcelo Costa é apontado como o líder e mentor da organização, encarregado de abrir as empresas e coordenar a logística internacional, enquanto Douglas Júnior geria a parte financeira e o fluxo de capitais do grupo.
O inquérito também aponta que esquema contava ainda com a colaboração de cidadãos portugueses e outros brasileiros radicados em Portugal para a operacionalização logística no país.
Quantidade
O grosso da apreensão ocorreu em 24 de fevereiro de 2026, quando a inspeção de um contêiner de açúcar brasileiro revelou 19 sacos ocultando 856 kg de cocaína. A operação foi concluída nesta quinta-feira (23), com a localização de um último saco contendo mais 45 kg da droga. No total, a carga soma quase uma tonelada, com um valor de mercado estimado pelas autoridades em mais de 60 milhões de euros.
Segundo o órgão português, os acusados tentaram conquistar lucros elevados com pelo tráfico de drogas em escala global.
Nota da defesa
A defesa dos brasileiros, representada pelos advogados Eduardo Mauricio e Octavio Rolim, declarou em nota oficial que os empresários são inocentes perante a lei e que o caso está protegido por segredo de justiça.
Segundo os juristas, a investigação ainda não foi finalizada e não há elementos que liguem os investigados à droga encontrada. O grupo de advogados já prepara recursos para tentar reverter as medidas cautelares impostas pela Justiça.
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