Publicado 02/05/2026 08:58 | Atualizado 02/05/2026 10:58
O senador Magno Malta (PL-ES) foi acusado de agredir uma técnica de enfermagem durante a realização de um exame, em Brasília. A profissional registrou um boletim de ocorrência na noite de quinta-feira (30) e relatou que o parlamentar teria dado-lhe um tapa no rosto e a xingado de "imunda" e "incompetente". Nas redes sociais, o parlamentar negou o ocorrido.
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"Acabo de ser surpreendido com a notícia de que um auxiliar de enfermagem teria sido agredido por mim. Vocês me conhecem. Eu nunca encostei a mão nem nas minhas filhas, nem em ninguém, muito menos em uma mulher. Isso é falsa comunicação de crime", afirmou.
"Eu estava dentro da sala fazendo uma tomografia. O cateter foi colocado fora da veia, e todo o medicamento, inclusive o contraste, acabou indo para o meu braço, fora da veia. Comecei a sentir dores e a dizer que estava ardendo e doendo, que o cateter estava errado. Quando colocaram o contraste, eu não aguentei", explicou o parlamentar.
Segundo informações da profissional, a violência teria ocorrido durante a realização de um exame com contraste. O procedimento precisou ser interrompido após a identificação de um bloqueio. Ela informou que seria feita uma pressão no braço do parlamentar. Nesse momento, teriam ocorrido as agressões.
Ainda de acordo com a ocorrência, o senador deixou a sala de exames sozinho, sem realizar o procedimento. Magno Malta foi internado na quinta-feira (30), após se sentir mal ao chegar ao Congresso para a votação da derrubada do veto da dosimetria.
Em vídeo postado nas redes, o parlamentar negou a violência e disse ser vítima de uma falsa comunicação de crime.
Em nota, o hospital DF Star informou que abriu uma investigação administrativa sobre o caso e que "vem dando todo o suporte à colaboradora que relatou ter sido vítima de agressão".
"A unidade também reitera que está à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários às autoridades envolvidas na investigação do episódio."
A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil do Distrito Federal, mas não obteve retorno até a publicação. O espaço permanece aberto para manifestação.
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