Influenciador Eduardo Magrini, ex-padrasto de MC Ryan SP e conhecido como ’Diabo Loiro’Reprodução/ redes sociais
Publicado 08/05/2026 09:44
O influenciador Eduardo Magrini, ex-padrasto de MC Ryan SP e conhecido como "Diabo Loiro", é alvo de uma operação deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Civil de São Paulo, na manhã desta sexta-feira (8), por suspeita de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas do Primeiro Comando da Capital (PCC) e outras práticas criminosas. 
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Segundo os investigadores, Magrini também é suspeito de participar de um plano feito pela facção para assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho.

Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Campinas, Atibaia, Monte Mor, Sumaré, Limeira, Mogi das Cruzes, Osasco e Taquaritinga.
O influenciador, que se apresentava nas redes sociais como produtor rural e contava com mais de 100 mil seguidores, foi preso em outubro do ano passado em ação contra empresários, agiotas, influencers e traficantes, em Campinas, interior de São Paulo. 

A "Operação Caronte" deflagrada hoje é resultado das investigações que identificaram empresas onde Magrini seria suspeito de promover lavagem de dinheiro do tráfico de drogas e outros crimes.

De acordo com as apurações, empresas do ramo de transporte e uma outra do ramo de rodeio, por meio de "laranjas", movimentaram recursos financeiros de origem falsa para dar aparência legal aos recursos ilícitos.
Os investigadores apontam que Magrini ostentava patrimônio milionário nas redes sociais, "sendo possível estabelecer o seu vínculo com as empresas em questão". Magrini é investigado desde 2016.

O filho de “Diabo Loiro”, Mateus Magrini, também é investigado e foi alvo das buscas. Ele é suspeito de movimentar recursos ilícitos por meio de uma empresa do ramo musical e de outras companhias, junto com MC Ryan SP, que, segundo a Polícia Federal (PF), lidera um esquema envolvendo bets a serviço do tráfico internacional.
A partir dos resultados, a Justiça decretou o bloqueio de R$ 10 milhões das contas dos investigados, além do bloqueio de veículos e outros bens em nome dos suspeitos.
Até o momento, foram apreendidos veículos (caminhões e automóveis), valores em espécies e animais (bois e cavalos), dentre os quais o boi "Império", o terceiro mais bem ranqueado no Brasil.
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