DivulgaçãoChico Lopes atuou na criação dos planos Cruzado e Bresser
Publicado 08/05/2026 11:45 | Atualizado 08/05/2026 13:39
Morreu nesta sexta-feira (8), aos 81 anos, o economista Francisco Lafaiete de Pádua Lopes, o Chico Lopes. Ele estava internado no Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, Zona Sul do Rio. Reconhecido pela atuação no enfrentamento à inflação nos anos 1980 e 1990, Chico Lopes foi diretor do Banco Central entre 1995 e 1998, e ocupou a presidência da instituição interinamente entre janeiro e fevereiro de 1999, durante a crise de desvalorização do real. 
Publicidade
O economista foi responsável pelo Comitê de Política Monetária (Copom), instrumento que determina a taxa básica de juros do País até os dias atuais. Anteriormente, participou da elaboração dos planos Cruzado, em 1986, e Bresser, em 1988.
Lopes nasceu em Belo Horizonte, em 1945. Era formado em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mestre pela Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getulio Vargas e doutor pela Universidade de Harvard. 
Em nota, o Banco Central lamentou a morte e destacou a importância de sua atuação na instituição.
"A Diretoria do Banco Central do Brasil recebe com profundo pesar a notícia do falecimento de Francisco Lafaiete de Pádua Lopes, o Chico Lopes, ocorrido nesta data. Economista de formação singular (...), Francisco Lopes dedicou décadas de sua vida intelectual ao enfrentamento do maior desafio macroeconômico de seu tempo: a inflação crônica brasileira dos anos 1980 e 1990. (...) Sua contribuição mais duradoura ao Banco Central foi a criação e institucionalização do Comitê de Política Monetária — o Copom —, governança que até hoje norteia a condução da política monetária do País, conferindo previsibilidade, transparência e rigor técnico às decisões sobre a taxa básica de juros. A Diretoria do Banco Central do Brasil presta sua homenagem a um economista que marcou a história da estabilização econômica brasileira e deixa, na memória desta casa e no pensamento econômico nacional, um legado de inteligência, ousadia intelectual e dedicação ao País. Nossos sinceros sentimentos à família e aos amigos."
O velório será realizado a partir das 13h deste sábado (9), no Cemitério do Caju. A cremação está prevista para as 16h. O economista deixa a mulher, Ciça Pugliese, com quem foi casado por mais de 40 anos, os três filhos, Estefânia Maria Lopes, Bruno Pugliese e Sérgio Pugliese, e sete netos.
* Reportagem do estagiário Victor Louro, sob supervisão de Raphael Perucci
Leia mais