Michelle Bolsonaro compartilhou foto em seus stories do InstagramAFP
Publicado 11/05/2026 10:37 | Atualizado 12/05/2026 10:30
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro compartilhou, em seus stories do Instagram, a foto de um detergente da Ypê. A postagem foi feita no mesmo dia em que políticos da oposição iniciaram uma campanha nas redes sociais em defesa da empresa, que teve seus produtos suspensos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
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'Que dia lindo', escreveu Michelle Bolsonaro, no sábado (9), em seus stories - Reprodução / Redes sociais
'Que dia lindo', escreveu Michelle Bolsonaro, no sábado (9), em seus storiesReprodução / Redes sociais
“Que dia lindo”, escreveu Michelle Bolsonaro, no sábado (9), em seus stories, junto a uma foto de um detergente da marca Ypê. A imagem foi apontada por internautas como uma adesão à campanha que opositores do governo vêm promovendo em torno da marca.
Aliados de Jair Messias Bolsonaro começaram a relacionar a investigação da Anvisa ao apoio financeiro dado pela família dona da Ypê à campanha do ex-presidente. Segundo eles, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estaria utilizando a agência nacional para perseguir empresários alinhados ao rival.
Nas redes sociais, apoiadores de Bolsonaro apareceram usando detergentes da marca, como o vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo, e a cantora Jojo Todynho, alinhada à direita, que publicaram vídeos criticando a suspensão dos produtos.
Entenda o caso
Na quinta-feira (7), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária proibiu a comercialização, fabricação, distribuição e o uso de produtos da marca Ypê com lotes terminados em 1, devido ao risco de contaminação microbiológica.
Em suas redes sociais, a Ypê divulgou uma nota oficial afirmando que possui “fundamentação científica robusta, baseada em testes e laudos técnicos independentes”, atestando que seus produtos das categorias lava-louças, lava-louças concentrado, lava-roupas líquido e desinfetante são seguros e não representam risco ao consumidor.
Procurada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária se manifestou por meio de nota oficial: 
"A ação que levou à proibição dos produtos foi realizada pela Anvisa, pelo estado de São Paulo e pelo município onde se encontra a fábrica. Toda a avaliação de risco sanitária foi feita com base nas situações encontradas in loco.

É importante lembrar que mesmo produtos de limpeza podem ser contaminados por micro-organismos quando há falhas na produção. E a falta de controle sobre a contaminação de produtos de uso doméstico por bactérias, vírus ou fungos é um evento grave, que oferece risco para a saúde das pessoas.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a resistência microbiana aos medicamentos, é, atualmente, uma das 10 maiores ameaças globais à saúde pública e preocupa a todos os países do mundo, tendo como consequências: internações hospitalares mais longas, sobrecarga dos sistemas de saúde e aumento de mortes evitáveis.

Nesse contexto, a circulação de fake news prejudica o próprio consumidor, induzindo a erros e expondo a saúde dessas pessoas a riscos desnecessários. A desinformação pode causar prejuízos graves e até mesmo irreversíveis à saúde. Em momentos como este, é necessário ter prudência, responsabilidade e respeito à saúde pública."
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