Publicado 11/05/2026 10:58
O Governo de São Paulo multou, nesta segunda-feira (11), a Fast Shop em pouco mais de 1 bilhão de reais por fraudes no ICMS. O valor da sanção é o maior já registrado no país com base na Lei Anticorrupção. A investigação é um desdobramento da Operação Ícaro, que combate a fraudes tributárias envolvendo auditores fiscais e o setor privado.
PublicidadeSegundo a Controladoria Geral do Estado (CGE-SP), a varejista pagou propina a agentes públicos, obteve benefícios tributários indevidos e interferiu em atividades de fiscalização e investigação da administração tributária estadual.
A empresa contratou a empresa Smart Tax Consultoria e Auditoria Tributária Ltda., operada pelo ex-auditor fiscal da Receita Estadual Artur Gomes da Silva Neto, e utilizou indevidamente informações fiscais privilegiadas, obtidas por meio do acesso ilegal a sistemas internos da administração tributária estadual.
O valor da multa, de R$ 1.040.278.141,00, corresponde aos valores obtidos ilicitamente pela Fast Shop por meio de créditos tributários indevidos.
A medida é um desdobramento da Operação Ícaro, que atua no combate à corrução. Até o momento, cinco servidores já foram demitidos, um foi exonerado e 61 procedimentos administrativos instaurados.
Em agosto de 2025, o diretor da Fast Shop, Mario Otávio Gomes, e o fundador da rede de farmácias Ultrafarma foram presos na Operação Ícaro por pagarem cerca de 1 bilhão de reais em propina ao ex-auditor Silva Neto. Eles foram soltos três dias depois.
A reportagem procurou a Fast Shop, que ainda não enviou resposta. O espaço segue aberto para manifestação.
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