Presidente Lula no no lançamento do Programa Brasil Contra o Crime Organizado Divulgação
Publicado 12/05/2026 13:53 | Atualizado 12/05/2026 14:04
O governo federal lançou, nesta terça-feira (12), o Programa Brasil Contra o Crime Organizado, iniciativa voltada ao combate às facções criminosas por meio da integração entre União, Estados e municípios. Durante a apresentação do projeto, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César, detalhou os eixos da proposta, que prevê investimentos, ações de inteligência e atuação coordenada das forças de segurança.

Segundo o ministro, o programa busca atingir não apenas a ponta armada das organizações criminosas, mas também suas lideranças e estruturas financeiras, combinando capacidade coercitiva qualificada e instrumentos de investigação.
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O plano prevê investimentos de até R$ 11 bilhões na segurança pública. Lula assinou o decreto que institui o programa e as portarias que detalham a medida.

Além dos cerca de R$ 1 bilhão previstos no orçamento para uso em medidas de segurança, o governo também vai viabilizar empréstimos aos Estados por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Nessa última modalidade, estarão disponíveis até R$ 10 bilhões para conceder às unidades da federação interessadas em aderir ao programa. Os recursos são provenientes do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS).

- Primeiro eixo: cortar oxigênio financeiro de organizações criminosas;

- Segundo eixo: "fechar torneira" do mercado ilegal de armas;

- Terceiro eixo: aumentar esclarecimento de homicídios;

- Quarto eixo: interromper comunicação entre lideranças em presídios.

No eixo de asfixia financeira, haverá a criação das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) nacional, para operações interestaduais de alta complexidade e o fortalecimento das atuais FICCOs estaduais.

Além da expansão do Comitê Integrado de Investigação Financeira e Recuperação de Ativos (CIFRAs), o uso de novas ferramentas de análise criminal e a ampliação da alienação antecipada de bens do crime organizado, com leilões centralizados no Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O cronograma prevê, entre abril e setembro, operações integradas mensais das FICCOs estaduais, operações da FICCO Nacional, instalação de CIFRAs nos estados, soluções tecnológicas para extração de dados de dispositivos móveis, como telefones celulares, e avanço da alienação antecipada de bens confiscados dos criminosos.

Na tentativa de aumentar a taxa de resolução de homicídios, estão previstas as seguintes entregas:

Entrega de 54 kits para IMLs.

- Aquisição de freezers científicos, viaturas refrigeradas, mesas de necropsia e mesas ginecológicas.

- Distribuição de 27 kits de comparação balística integrados ao SINAB.

- Entrega de 45 kits de DNA.

- Equipamentos de identificação genética integrados à Rede de Bancos de Perfis Genéticos.

- Kits de coleta de material biológico e amplificação de DNA.

- Distribuição de 27 kits de cadeia de custódia com armários deslizantes e cromatógrafos para IMLs.

No eixo do sistema prisional, as medidas incluem a implantação do padrão de segurança máxima em 138 unidades estratégicas, nos 26 estados e no Distrito federal, com aquisição de drones, kits de varredura, raios X, veículos, georradares, scanners corporais, detectores de metal, soluções de áudio e vídeo e bloqueadores de celulares.

O programa prevê ainda a criação do Centro Nacional de Inteligência Penal (CNIP) para integração nacional de informações, a realização de operações integradas de inteligência para retirada de celulares e outros objetos ilícitos dos presídios.

O programa prevê a criação da Rede Nacional de Enfrentamento do Tráfico de Armas, Munições, Acessórios e Explosivos (RENARM) e o fortalecimento do Sistema Nacional de Armas (SINARM). Algumas das entregas:

- Entrega de 27 rastreadores veiculares GSM;

- Aquisição de instrumentos de investigação e fiscalização de fronteiras, como câmeras, softwares e conectores;

- Compra de viaturas 4x4 blindadas e semiblindadas;

- Aquisição de equipamentos optrônicos táticos e aerotáticos;

- Ampliação de embarcações e aeronave.
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