Publicado 12/05/2026 14:15
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta terça-feira, 12, que é preciso "conversar com o Poder Judiciário" para fortalecer o combate ao crime organizado.
Publicidade"Há muita queixa de governadores, que muitas vezes as polícias prendem os bandidos, e uma semana depois o bandido está solto", afirmou o chefe do Executivo durante o lançamento do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, no Palácio do Planalto.
"Ainda falta muita coisa para a gente chegar ao ponto que nós precisamos chegar para que as pessoas de bem nesse país vençam as pessoas do mal. Além de você mudar um monte de coisa, nós vamos ter que conversar muito com o Poder Judiciário", disse.
"A Polícia Militar se queixa, a Polícia Civil se queixa, os governadores se queixam, e então vamos ter que colocar na mesa para discutir com o Conselho Nacional de Justiça, com o Conselho Nacional de Procuradores para ver se a gente consegue colocar também o Poder Judiciário em harmonia com essa tese que nós estamos aprovando aqui hoje", acrescentou.
Para o presidente, se não houver essa articulação, "a gente vai continuar com uma falha muito grave no combate ao crime organizado".
Lula ainda agradeceu ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), presente no evento, pela "presteza e rapidez" com que tem votado os projetos prioritários do governo federal.
Governo federal e segurança pública
Em seu discurso, o presidente Lula negou que o governo federal pretenda ocupar o espaço dos governadores no combate ao crime organizado, mas afirmou ver a necessidade de uma atuação mais ativa da União no tema.
"Estamos sentindo a necessidade de que o governo federal volte a participar ativamente, mas com critérios e determinação, porque não queremos ocupar o espaço dos governadores nem o espaço da política estadual. Mas, se não trabalharmos juntos, não vamos conseguir vencer. O crime organizado se aproveita da nossa divisão", declarou.
Segundo Lula, o lançamento do programa é para "dizer ao crime organizado que eles, em pouco tempo, não serão mais donos de nenhum território".
"O território será devolvido ao povo brasileiro de cada cidade e de cada Estado. E esse programa está permitindo que a gente possa combater o crime organizado desde a esquina até o andar de cima do prédio mais alto desse País", declarou.
"Ainda falta muita coisa para a gente chegar ao ponto que nós precisamos chegar para que as pessoas de bem nesse país vençam as pessoas do mal. Além de você mudar um monte de coisa, nós vamos ter que conversar muito com o Poder Judiciário", disse.
"A Polícia Militar se queixa, a Polícia Civil se queixa, os governadores se queixam, e então vamos ter que colocar na mesa para discutir com o Conselho Nacional de Justiça, com o Conselho Nacional de Procuradores para ver se a gente consegue colocar também o Poder Judiciário em harmonia com essa tese que nós estamos aprovando aqui hoje", acrescentou.
Para o presidente, se não houver essa articulação, "a gente vai continuar com uma falha muito grave no combate ao crime organizado".
Lula ainda agradeceu ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), presente no evento, pela "presteza e rapidez" com que tem votado os projetos prioritários do governo federal.
Governo federal e segurança pública
Em seu discurso, o presidente Lula negou que o governo federal pretenda ocupar o espaço dos governadores no combate ao crime organizado, mas afirmou ver a necessidade de uma atuação mais ativa da União no tema.
"Estamos sentindo a necessidade de que o governo federal volte a participar ativamente, mas com critérios e determinação, porque não queremos ocupar o espaço dos governadores nem o espaço da política estadual. Mas, se não trabalharmos juntos, não vamos conseguir vencer. O crime organizado se aproveita da nossa divisão", declarou.
Segundo Lula, o lançamento do programa é para "dizer ao crime organizado que eles, em pouco tempo, não serão mais donos de nenhum território".
"O território será devolvido ao povo brasileiro de cada cidade e de cada Estado. E esse programa está permitindo que a gente possa combater o crime organizado desde a esquina até o andar de cima do prédio mais alto desse País", declarou.
Lula convidou Trump
O presidente afirmou que o crime organizado está no meio empresarial, judiciário, Congresso e até no futebol. Lula disse que convidou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para participar do programa.
"Eu disse ao presidente Trump, se você quiser combater o crime organizado de verdade, você tem que começar a entregar alguns dos nossos que estão morando em Miami, é só querer discutir", disse.
Ele disse também que pediu colaboração do presidente Donald Trump contra o crime organizado, mas nos termos brasileiros. Ele citou que o Estado de Delaware tem lavagem de dinheiro de brasileiros.
"Disse ao presidente Trump, se você quiser colaborar, tem espaço para vocês participarem conosco no combate ao crime organizado, a lavagem de dinheiro e ao contrabando de armas nas fronteiras. Agora, vai trabalhar em consonância com a decisão do governo e da polícia brasileira", completou.
Ele aproveitou seu discurso no lançamento do novo programa para desarticular o crime organizado, Programa Brasil Contra o Crime Organizado, para dizer que, muitas vezes, polícia olha para a favela, mas o crime está olhando de um apartamento com cobertura
Lula repetiu ainda que no dia que o Congresso aprovar a PEC da Segurança Pública, será criado o Ministério da Segurança Pública logo em seguida.
"Eu disse ao presidente Trump, se você quiser combater o crime organizado de verdade, você tem que começar a entregar alguns dos nossos que estão morando em Miami, é só querer discutir", disse.
Ele disse também que pediu colaboração do presidente Donald Trump contra o crime organizado, mas nos termos brasileiros. Ele citou que o Estado de Delaware tem lavagem de dinheiro de brasileiros.
"Disse ao presidente Trump, se você quiser colaborar, tem espaço para vocês participarem conosco no combate ao crime organizado, a lavagem de dinheiro e ao contrabando de armas nas fronteiras. Agora, vai trabalhar em consonância com a decisão do governo e da polícia brasileira", completou.
Ele aproveitou seu discurso no lançamento do novo programa para desarticular o crime organizado, Programa Brasil Contra o Crime Organizado, para dizer que, muitas vezes, polícia olha para a favela, mas o crime está olhando de um apartamento com cobertura
Lula repetiu ainda que no dia que o Congresso aprovar a PEC da Segurança Pública, será criado o Ministério da Segurança Pública logo em seguida.
Alckmin
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou que quem deve portar armas é a polícia, que é profissional. Ele aproveitou seu discurso no lançamento do novo programa do governo federal para desarticular o crime organizado, o 'Brasil Contra o Crime Organizado', para criticar o governo de Jair Bolsonaro (PL).
Segundo ele, na administração anterior, a única política de segurança pública era distribuir armas para a população. "73% das mortes violentas, intencionais, é arma de fogo. O feminicídio é arma de fogo. Quanto mais a gente deixar na rua a polícia, melhor será a solução. Parabéns pelo trabalho", disse Alckmin, referindo-se ao lançamento da nova iniciativa.
Segundo ele, na administração anterior, a única política de segurança pública era distribuir armas para a população. "73% das mortes violentas, intencionais, é arma de fogo. O feminicídio é arma de fogo. Quanto mais a gente deixar na rua a polícia, melhor será a solução. Parabéns pelo trabalho", disse Alckmin, referindo-se ao lançamento da nova iniciativa.
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