Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)Evaristo Sa/AFP
Publicado 13/05/2026 09:14 | Atualizado 13/05/2026 10:20
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é mal avaliado por 49% dos eleitores, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (13). Em abril, eram 52%. O percentual dos que aprovam a gestão é de 46% - em abril eram 43%. O levantamento é positivo para o governo, porque interrompe as sucessivas quedas do percentual de aprovação.

Do mês passado para agora, a distância entre aprovação e desaprovação diminuiu seis pontos percentuais: passando de nove pontos percentuais de distância para três.

Quando questionados sobre como avaliavam o governo, 39% disseram que viam a gestão de forma negativa (em abril, eram 42%). Os que afirmaram que enxergavam de forma positiva são 34%, frente aos 31% de abril. Há ainda os 25% que disseram que viam de forma regular. 2% dos entrevistados não sabia ou não respondeu.

A melhora na popularidade é acompanhada por uma melhor percepção sobre a condução do País e as notícias em relação ao governo federal. Para 53% dos entrevistados, o Brasil está indo na direção errada (em abril, eram 58%), enquanto para 38% está na direção certa (em abril, eram 34%).

A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 11 de maio, com 2.004 entrevistas presenciais. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03598/2026.
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Rejeição a Lula vai de 55% para 53% em maio
O presidente registrou em maio o primeiro recuo numérico em sua rejeição desde janeiro. O índice dos eleitores que dizem conhecer e não votar no petista de jeito nenhum passou de 55% para 53%, oscilação de dois pontos porcentuais para baixo em relação ao levantamento anterior.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por sua vez, passou a liderar numericamente a rejeição entre os pré-candidatos à Presidência da República. O porcentual dos que dizem conhecer e não votar nele foi de 52% para 54%, oscilação de dois pontos para cima.

A pesquisa ouviu 2.004 eleitores presencialmente. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03598/2026.

O resultado reforça o retrato de um eleitorado ainda fortemente dividido entre os dois campos políticos, embora ligeiramente melhor para o atual presidente. Além da rejeição elevada, a pesquisa mostra que 55% avaliam que Lula não merece continuar na Presidência (eram 59% em abril), ante 41% que defendem sua permanência no cargo (eram 38% no mês anterior).

Quando questionados sobre qual liderança desperta maior receio, os entrevistados também se dividiram em um virtual empate técnico: 44% disseram ter mais medo de Jair Bolsonaro e sua família do que de Lula, enquanto 42% afirmaram temer mais o atual presidente.

No quesito potencial eleitoral, Lula também aparece à frente. Para 44%, o presidente é um nome conhecido em quem votariam; no caso de Flávio, esse índice é de 39%.

Entre os nomes da chamada terceira via ou fora da polarização mais consolidada, os índices de rejeição são mais modestos, mas acompanhados de menor grau de conhecimento. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), é rejeitado por 32% dos entrevistados, enquanto o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) aparece com 27%. Nesse sentido, Caiado ainda é desconhecido por 49% dos entrevistados, enquanto Zema não é reconhecido por 52%.

A Genial/Quaest também testou percepções sobre moderação política. No caso de Lula, 45% afirmaram que ele não é mais moderado que o PT, enquanto 40% consideram que sim. Flávio enfrenta percepção semelhante: 47% disseram que ele não é mais moderado que sua família, ante 39% que enxergam nele um perfil mais moderado.
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