Alegações indicariam que os recursos seriam repassados para Eduardo BolsonaroSaul Loeb / AFP
Publicado 14/05/2026 22:04
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, reiterou nesta quinta-feira, 14, que sua participação no projeto de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro restringiu-se à tentativa de captar investimento privado. Também negou repasses dos recursos ao irmão Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que mora nos Estados Unidos desde o ano passado.
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"É falsa a insinuação de que recursos tenham sido destinados a Eduardo Bolsonaro: os aportes foram direcionados a um fundo específico da produção, com estrutura jurídica própria e fiscalização nos Estados Unidos", escreveu o senador em nota.
Flávio voltou a refutar o oferecimento de irregularidades ao dono do Master, Daniel Vorcaro, pelo patrocínio.
"Me relacionei com Daniel Vorcaro estritamente no papel de um filho que buscava patrocínio de um empresário para o filme em homenagem ao pai. Não houve doação, favor, empréstimo pessoal, camaradagem ou vantagem política. Ele fez um investimento que previa retorno financeiro conforme o desempenho comercial da obra", afirmou.
O presidenciável argumentou que a ligação com Vorcaro ocorreu em 2024 e que, quando os aportes "deixaram de ser cumpridos" e as acusações vieram a público, a relação foi encerrada e passou a procurar outros investidores para o filme.
Flávio voltou a direcionar as críticas ao PT e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"Não vou aceitar que nos misturem com os bandidos do PT. As relações são completamente distintas. Não houve reunião fora de agenda com presidente da República, pagamento a ex-ministro por acesso ao governo, contrato milionário com o ministro da justiça, que é o chefe da PF, nem houve qualquer promessa de favorecimento ao banqueiro", escreveu.
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