Publicado 19/05/2026 09:46
A Polícia Civil de Mato Grosso (PCMT) deflagrou, nesta terça-feira (19), uma operação interestadual contra um esquema de golpes e fraudes digitais envolvendo clientes de um banco digital. Ao todo, estão sendo cumpridos 14 mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão domiciliar.
PublicidadeSegundo informações da PCMT, o grupo criava sites falsos que apareciam entre os primeiros resultados patrocinados, induzindo o usuário a acreditar que estava na plataforma oficial do banco. Ao acessar a página clonada, a vítima inseria seus dados bancários e validava um QR Code, acreditando se tratar de um procedimento legítimo de verificação de login.
Até o momento, foram identificadas ao menos 19 vítimas, incluindo casos registrados no estado de Goiás, com prejuízo inicialmente apurado em aproximadamente R$ 118 mil. Entretanto, as análises financeiras revelaram movimentações suspeitas superiores a R$ 4,8 milhões.
O grupo possuía uma estrutura organizada, com divisão de funções. O núcleo técnico era responsável pela criação de sites falsos e pela captura de credenciais; o núcleo financeiro, pelas contas de passagem e dispersão dos valores; e o núcleo patrimonial era voltado à lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada e da utilização de familiares e terceiros.
Além dos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão domiciliar, também foi determinado o bloqueio judicial de mais de R$ 1,9 milhão contra integrantes do grupo.
Durante as buscas na residência, foram apreendidos 10 quilos de entorpecentes do tipo skunk, embalados a vácuo, em posse do marido da investigada. O suspeito acabou preso em flagrante por tráfico de drogas.
As investigações foram conduzidas pela Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), com apoio da Polícia Civil de Mato Grosso, da Polícia Civil do Maranhão e da Polícia Civil do Tocantins.
"A população deve estar atenta a esse tipo de fraude, evitando acessar instituições financeiras por links patrocinados; conferir cuidadosamente o endereço eletrônico do site; desconfiar de links enviados por SMS ou WhatsApp; utilizar autenticação em dois fatores; e jamais validar QR Codes sem absoluta certeza da origem da operação", explicou o delegado titular da DRCI, Sued Dias Junior.
O grupo é investigado pelos crimes de invasão de dispositivo informático (celular), furto mediante fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
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