Influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi presa, na manhã desta quinta, em AlphavilleReprodução / Redes sociais
Publicado 21/05/2026 08:58
Daniele Bezerra, irmã de Deolane Bezerra, se pronunciou, nesta quinta-feira (22), sobre a prisão da influenciadora em uma operação contra lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ela afirmou ser "grave" condenar uma pessoa "perante opinião pública" e apenas "depois buscar provas".
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"Hoje, mais uma vez, tentam transformar suposições em verdades e manchetes em condenações. A prisão da Deolane Bezerra, sob alegações de participação em organização criminosa, nasce cercada de ilações, narrativas e perseguições que já se repetem há tempos", afirmou Daniele em nota.
"Acusar é fácil. Difícil é provar. No Brasil, infelizmente, muitas vezes primeiro se expõe, se destrói a imagem e se condena perante a opinião pública... para só depois buscar provas que sustentem aquilo que foi dito. E isso é grave. Não se pode admitir que a Justiça seja usada como espetáculo, nem que pessoas sejam tratadas como culpadas antes do devido processo legal. Prisão não pode ser instrumento de pressão, marketing ou vingança social", acrescentou.
"Quem conhece a história, a luta e a trajetória dela sabe que existe uma diferença enorme entre fatos e narrativas criadas para alimentar ataques. Seguiremos confiando na verdade, na Justiça e no direito de defesa, porque perseguição continua sendo perseguição, mesmo quando tentam dar a ela outro nome", encerrou.
Prisão Deolane
A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi presa, na manhã desta quinta, em Alphaville, durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Polícia Civil contra lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação cumpre, ao todo, seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão. 
Os investigadores apontam que Deolane Bezerra recebeu depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021. Foram enviados, de acordo com a análise financeira, dezenas de transferências fracionadas às contas da influenciadora, incluindo repasses que, somados, chegam perto de R$ 700 mil. Parte desse dinheiro teria sido transferida por um homem da Bahia que recebe salário mínimo e é suspeito de atuar como "laranja" no esquema.
 
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