Publicado 21/05/2026 13:32 | Atualizado 21/05/2026 15:06
Aracruz (ES) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que "ainda vão aparecer muito mais coisa" sobre a relação entre o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. "Nós nunca vamos atrás da Lei Daniel Vorcaro para financiar nenhum artista brasileiro. E ainda vai aparecer muito mais coisa", disse na 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura e anúncio de ações para a Cultura em Aracruz (ES).
Aos artistas, Lula disse que eles sabem quantas ameaças receberam "porque iam buscar um dinheirinho na Lei Rouanet". "E todo mundo era muito criticado, todo mundo era achincalhado. Aliás, a cultura como um todo era achincalhada", afirmou.
Ainda em referência a Flávio, Lula disse que ninguém imaginava que "aquele menino que parecia ser o mais santo da família Bolsonaro estaria pegando milhões para fazer um filme do pai". "Ninguém imaginava. E isso é apenas o que a gente sabe agora", afirmou durante o evento.
O presidente ainda voltou a criticar a inteligência artificial (IA) na campanha eleitoral e disse que não se pode votar "em mentira" ou em "coisa abstrata". "A inteligência artificial não poderia servir para política", reforçou.
"Tem gente que acha que eu sou contra a internet. Eu não sou bobo de ser contra a internet. A internet é uma coisa que veio para revolucionar. O que eu sou contra é que o ser humano está perdendo o controle dos algoritmos e está virando algoritmo", afirmou.
Lula ainda comentou que não se incomoda de ser cobrado, mas que o que "incomoda de verdade é a gente não ter competência de fazer tudo que a sociedade brasileira precisa e tudo que a cultura merece neste País".
PublicidadeAos artistas, Lula disse que eles sabem quantas ameaças receberam "porque iam buscar um dinheirinho na Lei Rouanet". "E todo mundo era muito criticado, todo mundo era achincalhado. Aliás, a cultura como um todo era achincalhada", afirmou.
Ainda em referência a Flávio, Lula disse que ninguém imaginava que "aquele menino que parecia ser o mais santo da família Bolsonaro estaria pegando milhões para fazer um filme do pai". "Ninguém imaginava. E isso é apenas o que a gente sabe agora", afirmou durante o evento.
O presidente ainda voltou a criticar a inteligência artificial (IA) na campanha eleitoral e disse que não se pode votar "em mentira" ou em "coisa abstrata". "A inteligência artificial não poderia servir para política", reforçou.
"Tem gente que acha que eu sou contra a internet. Eu não sou bobo de ser contra a internet. A internet é uma coisa que veio para revolucionar. O que eu sou contra é que o ser humano está perdendo o controle dos algoritmos e está virando algoritmo", afirmou.
Lula ainda comentou que não se incomoda de ser cobrado, mas que o que "incomoda de verdade é a gente não ter competência de fazer tudo que a sociedade brasileira precisa e tudo que a cultura merece neste País".
Ameaça externa
O presidente afirmou que o Brasil está "desguarnecido" e que "qualquer um que quiser invadir, invade". Lula disse que nada garante que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não vá reivindicar a Amazônia como "dele".
"Depois que o Trump disse que a Groenlândia é dele, disse que o Canadá é dele, disse que o canal do Panamá é dele, quem diz que ele não vai dizer que a Amazônia é dele?", comentou. "Nós vamos ter que assumir a responsabilidade de cuidar desse país. Porque se a gente não cuidar, daqui a pouco vem o maluco que quer tomar esse país. Não foi assim a guerra do Paraguai?", reforçou. E acrescentou: "O Brasil precisa se guarnecer. E a gente vai se guarnecer."
Lula também disse que, em conversa com Trump em Washington, afirmou que não quer guerra com o presidente norte-americano, mas apenas uma "guerra de narrativas".
"O presidente Trump acha que pode governar o mundo pelo Twitter", declarou o presidente da República. "Quero provar que você está errado e que o Brasil está certo. Quero provar com números", concluiu.
"Depois que o Trump disse que a Groenlândia é dele, disse que o Canadá é dele, disse que o canal do Panamá é dele, quem diz que ele não vai dizer que a Amazônia é dele?", comentou. "Nós vamos ter que assumir a responsabilidade de cuidar desse país. Porque se a gente não cuidar, daqui a pouco vem o maluco que quer tomar esse país. Não foi assim a guerra do Paraguai?", reforçou. E acrescentou: "O Brasil precisa se guarnecer. E a gente vai se guarnecer."
Lula também disse que, em conversa com Trump em Washington, afirmou que não quer guerra com o presidente norte-americano, mas apenas uma "guerra de narrativas".
"O presidente Trump acha que pode governar o mundo pelo Twitter", declarou o presidente da República. "Quero provar que você está errado e que o Brasil está certo. Quero provar com números", concluiu.
Lula diz que recuou de medida sobre celulares roubados para não punir comprador de boa-fé
Lula também afirmou que estava planejando anunciar uma iniciativa pela qual mensagens seriam disparadas a 2,5 milhões de celulares roubados, indicando que os aparelhos deveriam ser entregues às delegacias e, caso contrário, os usuários dos aparelhos poderiam ser indiciados. Ele disse, porém, que recuou após refletir que compradores de boa-fé poderiam ser prejudicados.
"Eu ia passar uma mensagem, simples assim: ‘''você está com o telefone roubado, se foi você que roubou, devolva que não vai ter problema nenhum, mas, se você comprou, devolva também, senão você vai ser indiciado, procura a delegacia e devolva’", disse o presidente.
O presidente afirmou que há muitos usuários, entre os 2,5 milhões de celulares que já possuem cadastro no sistema do governo federal como roubados, que adquiriram o aparelho sem saber que era produto de furto. O presidente, então, declarou que não poderia recuperar os smartphones sem oferecer uma contraparte:
"Eu só quero prejudicar quem roubou, só quero prejudicar a loja que compra e vende, mas eu não quero prejudicar a pessoa que inocentemente ou por necessidade comprou. Então, isso me faz ser um pouco mais humano do que apenas um policial", disse Lula.
"Eu ia passar uma mensagem, simples assim: ‘''você está com o telefone roubado, se foi você que roubou, devolva que não vai ter problema nenhum, mas, se você comprou, devolva também, senão você vai ser indiciado, procura a delegacia e devolva’", disse o presidente.
O presidente afirmou que há muitos usuários, entre os 2,5 milhões de celulares que já possuem cadastro no sistema do governo federal como roubados, que adquiriram o aparelho sem saber que era produto de furto. O presidente, então, declarou que não poderia recuperar os smartphones sem oferecer uma contraparte:
"Eu só quero prejudicar quem roubou, só quero prejudicar a loja que compra e vende, mas eu não quero prejudicar a pessoa que inocentemente ou por necessidade comprou. Então, isso me faz ser um pouco mais humano do que apenas um policial", disse Lula.
Leia mais