Deolane foi presa, na manhã desta quinta, em AlphavilleReprodução / Redes sociais
Publicado 22/05/2026 09:06
A influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa nesta quinta-feira (21), investigada por lavar dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC), abriu 35 empresas no mesmo endereço, aponta o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, para ocultar patrimônio e dificultar o rastreamento pelas autoridades.
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"Eu quero registrar aqui, que esse é um problema muito grande da abertura de empresas, que eu chamo até de 'pejotização do crime organizado' […] o que demonstra que eles criam empresas para gerar várias camadas e poder ter uma ocultação de patrimônio, uma lavagem de dinheiro mais justificada, para provocar maior dificuldade para que a gente possa alcançar esse dinheiro", disse o promotor.
O endereço é de uma casa em Martinópolis, no interior de São Paulo. A influenciadora também abriu mais duas empresas por meio de um contador em um endereço de Santa Anastácia e outras companhias em endereços fictícios, como em Ribeirão Preto.
Deolane foi presa, na manhã desta quinta, em Alphaville, durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Polícia Civil contra lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital. A ação cumpre, ao todo, seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.
De acordo com a investigação, a influenciadora recebeu depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021. Foram enviados, de acordo com a análise financeira, dezenas de transferências fracionadas às contas da influenciadora, incluindo repasses que, somados, chegam perto de R$ 700 mil. Parte desse dinheiro teria sido transferida por um homem da Bahia que recebe salário mínimo e é suspeito de atuar como "laranja" no esquema.
 
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