Alckmin disse que aliados de Bolsonaro tentam desviar foco do caso MasterAgência Câmara
Publicado 29/05/2026 14:01
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira, 29, que a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos pode prejudicar a economia brasileira. Alckmin disse também que a decisão da Casa Branca foi influenciada pela família do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL).
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"Pensam mais em si do que no País, porque isso é ruim para o Brasil. Pode ter consequências na área do sistema financeiro, na área da economia. Não vai resolver nada em termos de combate ao crime e pode prejudicar a economia", disse o vice-presidente.
De acordo com Alckmin, o clã Bolsonaro procurou conseguir a classificação do PCC e o CV como terroristas para ofuscar as relações entre o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
"Para sair desse tema do Banco Master, o maior caso de corrupção e sonegação de tributos, aí ficam gerando factoides, fatos novos para desviar a atenção da questão do Banco Master, que é gravíssima do ponto de vista de corrupção e de sonegação", declarou Alckmin.
A declaração do vice-presidente foi feita durante a cerimônia de entrega de seis veículos destinados a cidades do Litoral Norte de São Paulo, em Caraguatatuba (SP).
Na quinta-feira, 28, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, informou que o país está designando o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. A decisão vai passar a valer a partir do dia 5 de junho.
"O Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Sua influência se estende por toda a nossa região e chega ao nosso país", escreveu Rubio no X.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é contrário à medida e o presidente se encontrou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no último dia 7, na intenção de desarmar essa e outras medidas americanas que impactariam o Brasil.
Na terça-feira, porém, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à Presidência como opositor de Lula, se reuniu com Trump e, segundo ele, pediu ao presidente norte-americano a classificação do PCC e CV como organizações terroristas. A medida do Departamento de Estado ocorreu dois dias após o encontro.
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