Zema disse que Gilmar Mendes "não gostou quando falou que ele pega carona em jatinho de banqueiro bandido"Marcelo Camargo/Agência Brasil
Publicado 01/06/2026 17:58
O pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) foi intimado pela Justiça Federal nesta segunda-feira, 1, no processo em que é acusado de calúnia pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. O prazo para manifestação do ex-governador de Minas Gerais é de 15 dias.
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A intimação foi expedida pelo juiz federal José Carlos Machado Junior, da Seção Judiciária de Minas Gerais, como desdobramento de uma carta de ordem enviada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde tramita a ação penal. O processo está classificado como crime de calúnia, conforme a consulta processual disponível no portal da Justiça Federal.
O cumprimento foi registrado no sistema nesta segunda, mesmo dia em que o ex-governador publicou um vídeo nas redes sociais reagindo à notificação.
"Fui notificado pela Justiça Federal e adivinha quem é o autor: ministro Gilmar Mendes. Parece que ele não gostou quando eu falei que ele pega carona em jatinho de banqueiro bandido, quando eu falei que outros ministros do Supremo fizeram contratos com esse banqueiro bandido. Acho que todo brasileiro sabe disso", afirmou Zema no vídeo.
"Estou aqui indignado, mas tenho certeza que a justiça vai prevalecer. E se queriam me calar, não vão. Vou continuar mostrando sempre todos esses absurdos que tem acontecido no Brasil", completou.
Ação teve origem de vídeo satírico
A ação tem origem em um vídeo publicado por Zema no Instagram em 5 de março, no qual os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli são representados como fantoches em um conteúdo que associa os magistrados ao caso Master.
No dia 20 de abril, Gilmar Mendes pediu ao ministro Alexandre de Moraes que incluísse Zema no inquérito das fake news, em tramitação no STF.
O magistrado acusou o ex-governador de Minas Gerais por calúnia devido à associação com a maior fraude financeira da história do País.
No entanto, Zema seguiu publicando vídeos nas redes sociais em série que chamou de "intocáveis". Nos posts, os ministros eram parodiados como fantoches com imagens e vozes geradas por Inteligência Artificial.
A Procuradoria-Geral da República (PGR), no entanto, discordou do encaminhamento de Gilmar para inclusão no inquérito das Fake News. Em 15 de maio, o procurador-geral Paulo Gonet denunciou o caso diretamente ao STJ, por entender que o foro adequado é aquele tribunal, uma vez que o crime teria sido praticado no exercício do mandato de governador.
Zema deixou o governo de Minas Gerais em março deste ano para iniciar sua pré-campanha.
Procurada, a assessoria do pré-candidato afirmou que não vai se posicionar para além do vídeo nas redes sociais.
O STJ afirmou que o caso está em segredo de justiça e, por isso, não pode prestar informações a respeito.
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