Publicado 03/06/2026 13:32 | Atualizado 03/06/2026 14:50
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quarta-feira (3), que foi pego de surpresa com a decisão dos Estados Unidos de sugerir novas tarifas ao Brasil. Durante reunião ministerial, Lula também chamou o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, de "latino-americano frustrado".
"Confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem (terça) e anteontem (segunda) com a decisão deles. E mais ainda, o que é triste, é que tem brasileiros que não vou citar nomes aqui, fomentando essa briga na perspectiva de que se ele taxar a gente ele vai prejudicar uma candidatura a Presidente da Republica e um imbecil desse não percebe que quem é prejudicado é o povo, não é o Lula", afirmou na abertura da reunião ministerial - numa referência ao rival Flávio Bolsonaro (PL).
Lula afirmou ainda que não se pode aceitar o tratamento que os EUA deram ao Brasil nesta semana e que ninguém pode dizer que o Brasil se negou a negociar com os norte-americanos. O presidente citou, também, que o governo Trump havia acordado em debater eventuais divergências dentro de 30 dias.
Lula também criticou Marco Rubio, ao dizer que ele não gosta do continente. "Esse Marco Rubio não gosta da América Latina e muito menos do Brasil ele é um latino-americano frustrado, não sei se ele nasceu em Cuba, parece que ele é filho de pessoas que nasceu em Cuba", completou.
Publicidade"Confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem (terça) e anteontem (segunda) com a decisão deles. E mais ainda, o que é triste, é que tem brasileiros que não vou citar nomes aqui, fomentando essa briga na perspectiva de que se ele taxar a gente ele vai prejudicar uma candidatura a Presidente da Republica e um imbecil desse não percebe que quem é prejudicado é o povo, não é o Lula", afirmou na abertura da reunião ministerial - numa referência ao rival Flávio Bolsonaro (PL).
Lula afirmou ainda que não se pode aceitar o tratamento que os EUA deram ao Brasil nesta semana e que ninguém pode dizer que o Brasil se negou a negociar com os norte-americanos. O presidente citou, também, que o governo Trump havia acordado em debater eventuais divergências dentro de 30 dias.
Lula também criticou Marco Rubio, ao dizer que ele não gosta do continente. "Esse Marco Rubio não gosta da América Latina e muito menos do Brasil ele é um latino-americano frustrado, não sei se ele nasceu em Cuba, parece que ele é filho de pessoas que nasceu em Cuba", completou.
Durante o encontro com ministros, o presidente disse que pretende escrever mais artigos na imprensa norte-americana e mundial para contestar a postura da Casa Branca.
"Eu ainda vou mandar outra carta ao presidente Trump, vou escrever quantos artigos forem necessários escrever na imprensa americana e na imprensa mundial, para mostrar que eles estão errados, equivocados, e que estão induzindo o mundo a uma violência desnecessária", destacou Lula.
Ele também orientou os ministros a falarem que a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está tentando trair o Brasil ao defender as ações dos Estados Unidos, para vencer as eleições.
Sobre o principal oponente em outubro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o petista disse que a conduta dele, ao se encontrar com Trump na semana passada, é uma "traição da pátria"
"Vocês, ministros, não podem deixar de dizer isso em alto e bom som: estão tentando trair o Brasil com interesses mesquinhos, rasteiros, de uma disputa eleitoral. Não há disputa eleitoral, em qualquer país do mundo, que possa dar valor a alguém que trai a pátria", comentou o presidente da República.
Lula também afirmou que, caso os Estados Unidos criem novas barreiras comerciais contra o Brasil, a orientação é achar novos parceiros comerciais. "Se os Estados Unidos querem problema, eles têm o direito de não querer, agora, nós não vamos ficar chorando, vamos procurar outros parceiros. Se eles não querem comprar, nós vamos vender para quem quiser comprar, a gente não vai ficar reclamando", disse.
O presidente também mandou recados sobre minerais críticos brasileiros, que são de interesse dos Estados Unidos, afirmando que é preciso se comunicar ao governo brasileiro antes de iniciar explorações.
"Eu ainda vou mandar outra carta ao presidente Trump, vou escrever quantos artigos forem necessários escrever na imprensa americana e na imprensa mundial, para mostrar que eles estão errados, equivocados, e que estão induzindo o mundo a uma violência desnecessária", destacou Lula.
Ele também orientou os ministros a falarem que a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está tentando trair o Brasil ao defender as ações dos Estados Unidos, para vencer as eleições.
Sobre o principal oponente em outubro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o petista disse que a conduta dele, ao se encontrar com Trump na semana passada, é uma "traição da pátria"
"Vocês, ministros, não podem deixar de dizer isso em alto e bom som: estão tentando trair o Brasil com interesses mesquinhos, rasteiros, de uma disputa eleitoral. Não há disputa eleitoral, em qualquer país do mundo, que possa dar valor a alguém que trai a pátria", comentou o presidente da República.
Lula também afirmou que, caso os Estados Unidos criem novas barreiras comerciais contra o Brasil, a orientação é achar novos parceiros comerciais. "Se os Estados Unidos querem problema, eles têm o direito de não querer, agora, nós não vamos ficar chorando, vamos procurar outros parceiros. Se eles não querem comprar, nós vamos vender para quem quiser comprar, a gente não vai ficar reclamando", disse.
O presidente também mandou recados sobre minerais críticos brasileiros, que são de interesse dos Estados Unidos, afirmando que é preciso se comunicar ao governo brasileiro antes de iniciar explorações.
Lula convocou reunião ministerial nesta quarta para definir como será a estratégia de propaganda do governo federal nos últimos meses de mandato. A ideia do presidente é alinhar a divulgação dos principais programas com potencial eleitoral para a campanha à reeleição, como o Desenrola 2.0 e a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil.
'China reconheceu País livre da febre aftosa'
Segundo Lula, liberação do Brasil de febre aftosa, por parte da China, é a melhor resposta possível aos Estados Unidos após o United States Trade Representative (USTR) recomendar a taxação de 25% sobre os produtos brasileiros.
"A melhor resposta que a gente pode dar aos Estados Unidos é que, no dia em que eles anunciaram a taxação de 25%, a China anunciou o reconhecimento do Brasil, nos seus 8,5 milhões de quilômetros quadrados, fora de febre aftosa. Então, a carne brasileira foi totalmente liberada pelos chineses", afirmou Lula
A decisão chinesa, que ocorreu um dia após o anúncio da decisão do USTR, elimina restrições à compra de carnes em regiões do Brasil. O reconhecimento foi feito após duas décadas de negociação bilateral.
A decisão chinesa, que ocorreu um dia após o anúncio da decisão do USTR, elimina restrições à compra de carnes em regiões do Brasil. O reconhecimento foi feito após duas décadas de negociação bilateral.
'Eleição será decisiva'
Ao falar sobre as eleições presidenciais de outubro, Lula disse aos seus ministros que o momento é decisivo para o "fortalecimento da democracia" no Brasil.
"Nós estamos em um momento decisivo para que a sociedade brasileira e, até uma parte da sociedade mundial, reconheça o fortalecimento da democracia no nosso país. A nossa luta para o fortalecimento do multilateralismo, a nossa luta para que esse país não seja tratado, em nenhum momento, como uma republiqueta insignificante", afirmou o presidente.
O petista também disse aos ministros que nenhuma iniciativa do governo deve ser apresentada mais neste ano. A missão dada por ele é entregar todas as ações já idealizadas até o dia 3 de julho, data limite da legislação eleitoral para a inauguração de obras por parte do presidente.
"Ninguém me apresente absolutamente nada novo, agora é entregar o que já foi pensado. Tem muita coisa que vocês já pensaram, muita coisa que eu até pensei que já estava funcionando e algumas ainda não estão funcionando por problemas burocráticos", disse Lula.
O presidente também colocou o prazo de 3 de julho para que os ministros façam as entregas do governo federal que ainda estão por ocorrer. Segundo ele, a mensagem de atuação do governo federal não chega da mesma forma quando o presidente e os ministros não podem mais inaugurar obras ou fazer convênios.
"Nós temos até o dia 3 de julho para fazermos todas as entregas que nós temos que fazer porque, depois do dia 3 de julho, não podemos fazer mais convênios com prefeituras, não podemos fazer mais convênios com o governo do Estado e não podemos mais inaugurar obras", afirmou.
O presidente também reclamou de ministros que inauguram ações sem contato anterior com a Casa Civil. "Nós precisamos estar informados do que está acontecendo neste país", disse Lula.
As ações judiciais de ministros em tribunais superiores, sem consulta à Advocacia-Geral da União (AGU) e à Casa Civil, também foram alvo de críticas de Lula. "É importante que a gente não saiba nada pelos jornais, que a gente saiba as coisas pelo compromisso de ser um governo unitário, democrático e progressista", afirmou.
"Nós estamos em um momento decisivo para que a sociedade brasileira e, até uma parte da sociedade mundial, reconheça o fortalecimento da democracia no nosso país. A nossa luta para o fortalecimento do multilateralismo, a nossa luta para que esse país não seja tratado, em nenhum momento, como uma republiqueta insignificante", afirmou o presidente.
O petista também disse aos ministros que nenhuma iniciativa do governo deve ser apresentada mais neste ano. A missão dada por ele é entregar todas as ações já idealizadas até o dia 3 de julho, data limite da legislação eleitoral para a inauguração de obras por parte do presidente.
"Ninguém me apresente absolutamente nada novo, agora é entregar o que já foi pensado. Tem muita coisa que vocês já pensaram, muita coisa que eu até pensei que já estava funcionando e algumas ainda não estão funcionando por problemas burocráticos", disse Lula.
O presidente também colocou o prazo de 3 de julho para que os ministros façam as entregas do governo federal que ainda estão por ocorrer. Segundo ele, a mensagem de atuação do governo federal não chega da mesma forma quando o presidente e os ministros não podem mais inaugurar obras ou fazer convênios.
"Nós temos até o dia 3 de julho para fazermos todas as entregas que nós temos que fazer porque, depois do dia 3 de julho, não podemos fazer mais convênios com prefeituras, não podemos fazer mais convênios com o governo do Estado e não podemos mais inaugurar obras", afirmou.
O presidente também reclamou de ministros que inauguram ações sem contato anterior com a Casa Civil. "Nós precisamos estar informados do que está acontecendo neste país", disse Lula.
As ações judiciais de ministros em tribunais superiores, sem consulta à Advocacia-Geral da União (AGU) e à Casa Civil, também foram alvo de críticas de Lula. "É importante que a gente não saiba nada pelos jornais, que a gente saiba as coisas pelo compromisso de ser um governo unitário, democrático e progressista", afirmou.
'Não quero que imprensa divulgue nossas divergências aqui'
Ao encerrar a reunião ministerial, em tom de brincadeira, Lula pediu que a imprensa não divulgasse as informações do evento.
"Agora, chegou o momento em que queria pedir aos companheiros da imprensa, que agora vamos fazer a reunião sem a participação da imprensa. Agora ou vou ser xingado ou vou xingar. Não quero que a imprensa divulgue nossas divergências aqui", disse, em tom de brincadeira e bem humorado.
Além do próprio Lula, falaram na reunião ministerial até aqui a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, e o da Fazenda, Dario Durigan. Miriam fez um balanço de todas as pastas, das entregas feitas até aqui e das que estão previstas para os próximos meses Durigan falou sobre os resultados econômicos e as perspectivas daqui para frente.
Ao menos o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, falará na reunião, conforme foi anunciado durante as outras falas. É de praxe que o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, também fale aos demais presentes para alinhar o discurso político de todos os ministros do governo.
Ao menos o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, falará na reunião, conforme foi anunciado durante as outras falas. É de praxe que o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, também fale aos demais presentes para alinhar o discurso político de todos os ministros do governo.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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