Além de festa de aniversário, a golpista ganhou remédio para emagrecerPolícia Civil/ Divulgação
Publicado 03/06/2026 17:30
Amanda Maria, de 37 anos, foi presa por suspeita de estelionato e falsa identidade nesta terça-feira (2). A mulher, fingindo ser uma menina de 12 anos, foi adotada por uma família de Joinville (SC). As vítimas de Amanda chegaram a organizar uma festa de aniversário para a golpista.
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A personagem criada por Amanda Maria chamava-se Gabriele — uma menina de 12 anos, sem documentos, que fugiu do Pará por sofrer maus-tratos. Em Joinville, cidade do norte de Santa Catarina, a suspeita procurou uma igreja e contou a história de sua suposta fuga para o pastor. A comunidade religiosa acolheu a "adolescente".
A família que adotou Gabriele frequentava essa igreja e se compadeceu da "menina". Amanda Maria passou aproximadamente 14 meses na casa dos seus parentes adotivos. Durante esse período, a suspeita ganhou, além da festa de aniversário, remédio para emagrecer, além de brinquedos e um quarto com decoração e infantil.
Construção da personagem
A Polícia Civil informou que, para sustentar a farsa, a mulher dizia ter tomado hormônios à força na infância, quando teria sido abusada — o que justificaria sua aparência adulta. A suspeita afinava a voz, apresentava comportamento infantilizado, usava mamadeiras e chupeta para dormir.
Além disso, investigações apontam que Amanda Maria fingia carência para conseguir atenção e alegava ter autismo e outras condições clínicas. Todas as noites, a golpista interpretava que Gabriele tinha crises de pânico.
A suspeita ainda arquitetou um plano para não ter que ir à escola. Ela dizia à sua família que, se frequentasse uma instituição de ensino, seu pai abusador descobriria seu paradeiro.
Rasgando a fantasia
A Polícia Civil foi acionada pela família após a denúncia de um parente da golpista levar à descoberta da farsa toda. A investigação apontou que a suspeita já aplicou esse tipo de golpe e que há registros em outros estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás. Durante interrogatório, Amanda Maria confessou o crime.
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