Publicado 17/06/2026 08:49
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez, na noite desta terça-feira (16), críticas à condenação do irmão Eduardo no Supremo Tribunal Federal. O ex-deputado federal deverá cumprir quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto pelo crime de coação no curso do processo da trama golpista - ele é réu por estimular retaliações do governo dos Estados Unidos contra o Brasil.
PublicidadeEm publicação nas redes sociais, Flávio declara apoio ao irmão e alega que o julgamento foi motivado por questões pessoais e seria uma forma de vingança contra Eduardo Bolsonaro. Ele defende que o relator Alexandre de Moraes, alvo de sanções norte-americanas em 2025, seria imparcial para votar a causa por ser vítima na ação.
"Mais uma grande injustiça cometida contra Eduardo Bolsonaro. Um processo que é absolutamente nulo, sob qualquer aspecto que se olhe, porque o Alexandre de Moraes deveria se julgar impedido para julgar essa causa, já que em tese ele é vítima, portanto, ele é parte, sim, desse processo. Ele é suspeito para votar porque é público e notório que virou uma questão pessoal contra o Eduardo Bolsonaro, parece claramente uma vingança contra o Eduardo", disse.
O pré-candidato afirmou que o processo não deveria ser julgado pelo STF porque Eduardo perdeu o mandato de deputado federal em dezembro e, com isso, deixou de ter foro privilegiado. Também criticou que o irmão, que vive nos Estados Unidos desde 2025, não foi intimado durante a ação. O julgamento ocorreu à revelia, porque o ex-parlamentar ignorou as fases do processo e não indicou advogado. Por esse motivo, a Defensoria Pública da União fez sua defesa.
"O Eduardo sequer foi citado formalmente, que é um requisito legal básico. Ele tem residência conhecida, deveria seguir o rito legal de carta rogatória para que ele fosse intimado, tomasse ciência do processo. (...) O Eduardo sequer deveria ser julgado no Supremo Tribunal Federal, porque ele é um ex-deputado, portanto não tem foro por prerrogativa no Supremo. Enfim, tudo de errado nesse processo."
Condenação
Eduardo Bolsonaro foi condenado por unanimidade na 1ª turma do STF. Ele é réu por estimular os Estados Unidos a decretarem o tarifaço contra exportações brasileiras, a revogação dos vistos de ministros da Corte e do governo federal, além da aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky, para tentar evitar a condenação ex-presidente Jair Bolsonaro no processo da trama golpista.
Os votos foram proferidos pelo relator, Alexandre de Moraes, e pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. Além da condenação a quatro anos e dois meses de prisão, Eduardo Bolsonaro se tornou inelegível por oito anos e deverá perder o cargo de escrivão da Polícia Federal.
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