Publicado 18/06/2026 09:13 | Atualizado 18/06/2026 10:16
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quinta-feira, 18, acreditar que o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), vai conseguir "se explicar e se defender" após ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal.
"Eu estou muito tranquilo com isso e acho que o senador Jaques Wagner vai prestar os esclarecimentos devidos à Justiça", disse o ministro, durante entrevista ao portal Metrópoles.
A Polícia Federal cumpre nesta manhã mandados de busca e apreensão contra o Wagner, em uma nova fase da operação Compliance Zero, que investiga irregularidades relacionadas ao Banco Master e ao dono da instituição, Daniel Vorcaro. Um ex-sócio do ex-banqueiro, o baiano Augusto Lima, também é alvo.
A PF suspeita que Wagner recebeu um imóvel e pagamento de propina por meio de uma empresa ligada a um dos seus familiares. A estrutura teria sido utilizada para ocultar vantagens indevidas supostamente pagas no contexto das fraudes investigadas na Compliance Zero.
Wagner foi governador da Bahia entre 2007 e 2014, quando implementou o Credcesta, um sistema de crédito consignado para servidores públicos ligado à Cesta do Povo, uma rede de supermercados do governo do Estado. O Credcesta foi, posteriormente, levado para o Banco Master por Augusto Lima e se tornou um dos principais ativos do banco.
Respondendo a uma pergunta sobre o tema, Durigan disse que a situação de Wagner é "muito diferente" de pessoas que atuaram para aumentar o limite do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), em uma crítica ao senador e ex-ministro do governo Bolsonaro Ciro Nogueira (PP-PI), que também é investigado no esquema.
Durigan voltou a afirmar que o escândalo do Master foi gestado no período em que o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto chefiou a autoridade monetária (2019-2024). A autorização para que Vorcaro tomasse o controle do banco ocorreu em 2019 e a expansão do negócio ocorreu desta data até 2024, disse ele.
Publicidade"Eu estou muito tranquilo com isso e acho que o senador Jaques Wagner vai prestar os esclarecimentos devidos à Justiça", disse o ministro, durante entrevista ao portal Metrópoles.
A Polícia Federal cumpre nesta manhã mandados de busca e apreensão contra o Wagner, em uma nova fase da operação Compliance Zero, que investiga irregularidades relacionadas ao Banco Master e ao dono da instituição, Daniel Vorcaro. Um ex-sócio do ex-banqueiro, o baiano Augusto Lima, também é alvo.
A PF suspeita que Wagner recebeu um imóvel e pagamento de propina por meio de uma empresa ligada a um dos seus familiares. A estrutura teria sido utilizada para ocultar vantagens indevidas supostamente pagas no contexto das fraudes investigadas na Compliance Zero.
Wagner foi governador da Bahia entre 2007 e 2014, quando implementou o Credcesta, um sistema de crédito consignado para servidores públicos ligado à Cesta do Povo, uma rede de supermercados do governo do Estado. O Credcesta foi, posteriormente, levado para o Banco Master por Augusto Lima e se tornou um dos principais ativos do banco.
Respondendo a uma pergunta sobre o tema, Durigan disse que a situação de Wagner é "muito diferente" de pessoas que atuaram para aumentar o limite do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), em uma crítica ao senador e ex-ministro do governo Bolsonaro Ciro Nogueira (PP-PI), que também é investigado no esquema.
Durigan voltou a afirmar que o escândalo do Master foi gestado no período em que o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto chefiou a autoridade monetária (2019-2024). A autorização para que Vorcaro tomasse o controle do banco ocorreu em 2019 e a expansão do negócio ocorreu desta data até 2024, disse ele.
Taxa de juros
Dario Durigan disse ver espaço para novos cortes da taxa básica de juros pelo Banco Central (BC). Na noite desta quarta-feira, 17, o Comitê de Política Monetária (Copom) diminuiu a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 14,50% para 14,25%, conforme esperado pela maioria do mercado.
"Eu sigo achando que tem espaço para novos cortes, mas isso, sem dúvida nenhuma, é uma competência do Banco Central", disse o ministro da Fazenda. "No curto prazo, o que o governo puder ajudar para controlar a inflação, o governo fará."
Durigan repetiu que a Fazenda tem atuado para controlar a inflação no curto prazo, citando dois esforços: as medidas para impedir a alta dos preços de combustíveis, diante da guerra do Irã; e ações de responsabilidade fiscal, com o bloqueio de R$ 23 bilhões no orçamento mesmo às vésperas das eleições.
"A gente atuando com responsabilidade fiscal para ter uma ajuda pontual durante o período da guerra certamente pode ajudar o tema dos combustíveis. A política monetária não deve olhar para essas intercorrências de curto prazo, como foi a guerra", disse.
"Eu sigo achando que tem espaço para novos cortes, mas isso, sem dúvida nenhuma, é uma competência do Banco Central", disse o ministro da Fazenda. "No curto prazo, o que o governo puder ajudar para controlar a inflação, o governo fará."
Durigan repetiu que a Fazenda tem atuado para controlar a inflação no curto prazo, citando dois esforços: as medidas para impedir a alta dos preços de combustíveis, diante da guerra do Irã; e ações de responsabilidade fiscal, com o bloqueio de R$ 23 bilhões no orçamento mesmo às vésperas das eleições.
"A gente atuando com responsabilidade fiscal para ter uma ajuda pontual durante o período da guerra certamente pode ajudar o tema dos combustíveis. A política monetária não deve olhar para essas intercorrências de curto prazo, como foi a guerra", disse.
Controle de preços
Durigan negou que o governo estude qualquer medida de controle de preços diante da escalada da inflação de alimentos às vésperas da eleição presidencial.
"Não há que se falar em controle de preços, esse tema é estranho aos meus objetivos no Ministério da Fazenda", disse Durigan, lembrando que as ações recentemente adotadas pelo governo - como as medidas para impedir uma alta forte dos combustíveis - não lançaram mão desse expediente.
Ele repetiu, também, que a inflação está controlada quando comparada ao histórico brasileiro, embora haja um descontentamento sobre o nível de preços. Segundo Durigan, tanto o Banco Central, quando o governo têm feito seus papéis para tentar controlar o ritmo de aumento dos preços da economia.
"Este é um ano de eleição e nós estamos fazendo um bloqueio de R$ 23 bilhões no orçamento, em grande medida para sinalizar que tem uma trajetória fiscal contratada, projetando um superávit para o ano que vem, que deve ajudar a política monetária, para que ela cumpra o seu papel de maneira mais eficiente", afirmou.
Bets ilegais
"Não há que se falar em controle de preços, esse tema é estranho aos meus objetivos no Ministério da Fazenda", disse Durigan, lembrando que as ações recentemente adotadas pelo governo - como as medidas para impedir uma alta forte dos combustíveis - não lançaram mão desse expediente.
Ele repetiu, também, que a inflação está controlada quando comparada ao histórico brasileiro, embora haja um descontentamento sobre o nível de preços. Segundo Durigan, tanto o Banco Central, quando o governo têm feito seus papéis para tentar controlar o ritmo de aumento dos preços da economia.
"Este é um ano de eleição e nós estamos fazendo um bloqueio de R$ 23 bilhões no orçamento, em grande medida para sinalizar que tem uma trajetória fiscal contratada, projetando um superávit para o ano que vem, que deve ajudar a política monetária, para que ela cumpra o seu papel de maneira mais eficiente", afirmou.
Bets ilegais
Na entrevista, o ministro também disse que haverá "novidades muito em breve" de operações contra empresas de aposta digital, as bets, que operam ilegalmente. A ideia, disse ele, é combater a prática por meio do bloqueio de bens, em uma atuação não apenas pela via administrativa.
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