Publicado 18/06/2026 11:09 | Atualizado 18/06/2026 11:26
O senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou o PT após a operação da Polícia Federal (PF) contra o líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), em novo desdobramento do caso Master. Segundo as investigações, há indícios de que o senador tenha recebido propinas de Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro.
"Escândalo envolvendo o PT é como a incompetência do governo Lula: não tem como esconder", disse Flávio Bolsonaro em publicação no X (antigo Twitter). Embora critique a citação a um petista nas investigações, o próprio Flávio Bolsonaro está envolto no caso Master, ainda que não seja formalmente acusado ou investigado. No mês passado, o site Intercept Brasil revelou que o senador pediu dinheiro a Vorcaro para a produção do filme "Dark Horse", cujo roteiro é inspirado na vida do pai.
Além do pedido de dinheiro ao ex-dono do Master, Flávio Bolsonaro foi à casa de Vorcaro em dezembro do ano passado, enquanto ele estava cumprindo medidas cautelares após ser liberado da primeira vez em que foi preso. Segundo o senador, a visita ocorreu para colocar um "Ponto final" em sua relação com o ex-banqueiro.
Desde que sua relação com Vorcaro foi revelada, Flávio Bolsonaro passou a defender a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar o caso Master. Porém, como mostrou o Estadão, o senador não apoiou todos os pedidos de investigação parlamentar sobre o caso.
Dos cinco requerimentos de investigação que buscam signatários no Senado, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro apoiou apenas dois. Esse fato vai de encontro à versão do próprio senador, que alegou ter apoiado todas as iniciativas do gênero.
Ao criticar Wagner e o PT nesta quinta-feira, 18, Flávio Bolsonaro voltou a pedir pela CPMI do Master.
Publicidade"Escândalo envolvendo o PT é como a incompetência do governo Lula: não tem como esconder", disse Flávio Bolsonaro em publicação no X (antigo Twitter). Embora critique a citação a um petista nas investigações, o próprio Flávio Bolsonaro está envolto no caso Master, ainda que não seja formalmente acusado ou investigado. No mês passado, o site Intercept Brasil revelou que o senador pediu dinheiro a Vorcaro para a produção do filme "Dark Horse", cujo roteiro é inspirado na vida do pai.
Além do pedido de dinheiro ao ex-dono do Master, Flávio Bolsonaro foi à casa de Vorcaro em dezembro do ano passado, enquanto ele estava cumprindo medidas cautelares após ser liberado da primeira vez em que foi preso. Segundo o senador, a visita ocorreu para colocar um "Ponto final" em sua relação com o ex-banqueiro.
Desde que sua relação com Vorcaro foi revelada, Flávio Bolsonaro passou a defender a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar o caso Master. Porém, como mostrou o Estadão, o senador não apoiou todos os pedidos de investigação parlamentar sobre o caso.
Dos cinco requerimentos de investigação que buscam signatários no Senado, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro apoiou apenas dois. Esse fato vai de encontro à versão do próprio senador, que alegou ter apoiado todas as iniciativas do gênero.
Ao criticar Wagner e o PT nesta quinta-feira, 18, Flávio Bolsonaro voltou a pedir pela CPMI do Master.
"Vamos declarar PCC, CV e milícias como organizações narcoterroristas"
Flávio disse que pretende declarar organizações criminosas, como Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), mas também as milícias como organizações terroristas.
"Terrorista vai ser tratado como terrorista. Vamos declarar PCC, Comando Vermelho e milícias e todas as outras facções como organizações narcoterroristas. Eles serão perseguidas com força e inteligência para que os seus líderes sejam presos e os seus negócios ilícitos sejam asfixiados", disse Flávio Bolsonaro.
Segundo ele, para realizar esse combate é preciso cooperação intensa com outros poderes, mas também com o governo de outros países. Para Flávio, o atual presidente, Luis Inácio Lula da Silva (PT), "perdeu uma grande oportunidade" de fazer grandes acordos internacionais para fortalecer o combate ao crime no País e não fez isso por que é "incompetente ou cúmplice das organizações terroristas".
Conforme detalhou o senador, o plano também tem propostas para construir um melhor controle de fronteiras, a partir da criação de um "Sistema Nacional de Fronteiras". "Fuzis e drogas que abastecem 100% das facções, serão interceptados por terra, pelos portos e pelo espaço aéreo. Nós vamos desorganizar o crime organizado e asfixiar o crime física e financeiramente", comentou.
O evento de apresentação das propostas também contou com a participação do pré-candidato ao governo do Paraná Sérgio Moro e o pré-candidato ao Senado por São Paulo, Guilherme Derrite, ambos do PL. Segundo Flávio, os dois o ajudaram na elaboração do plano.
Flávio tenta ampliar sua projeção junto ao eleitorado em um cenário em que as pesquisas de intenção de voto mais recentes apontam crescimento da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A estratégia é explorar uma agenda positiva voltada à segurança pública, tema considerado uma das principais vulnerabilidades de Lula e da esquerda.
Segundo ele, para realizar esse combate é preciso cooperação intensa com outros poderes, mas também com o governo de outros países. Para Flávio, o atual presidente, Luis Inácio Lula da Silva (PT), "perdeu uma grande oportunidade" de fazer grandes acordos internacionais para fortalecer o combate ao crime no País e não fez isso por que é "incompetente ou cúmplice das organizações terroristas".
Conforme detalhou o senador, o plano também tem propostas para construir um melhor controle de fronteiras, a partir da criação de um "Sistema Nacional de Fronteiras". "Fuzis e drogas que abastecem 100% das facções, serão interceptados por terra, pelos portos e pelo espaço aéreo. Nós vamos desorganizar o crime organizado e asfixiar o crime física e financeiramente", comentou.
O evento de apresentação das propostas também contou com a participação do pré-candidato ao governo do Paraná Sérgio Moro e o pré-candidato ao Senado por São Paulo, Guilherme Derrite, ambos do PL. Segundo Flávio, os dois o ajudaram na elaboração do plano.
Flávio tenta ampliar sua projeção junto ao eleitorado em um cenário em que as pesquisas de intenção de voto mais recentes apontam crescimento da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A estratégia é explorar uma agenda positiva voltada à segurança pública, tema considerado uma das principais vulnerabilidades de Lula e da esquerda.
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