Publicado 18/06/2026 16:56 | Atualizado 18/06/2026 19:35
O líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), negou nesta quinta-feira, 18, em entrevista à BandNews TV, ter recebido propina do banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro e dono do Banco Pleno, liquidado pelo Banco Central.
Segundo a Polícia Federal (PF), o petista teria defendido interesses do Banco Master no Congresso e, em troca, recebeu vantagens indevidas, como um apartamento de luxo em Salvador, avaliado em R$ 2,5 milhões, e repasses a empresas ligadas a seus familiares.
Publicidade Segundo a Polícia Federal (PF), o petista teria defendido interesses do Banco Master no Congresso e, em troca, recebeu vantagens indevidas, como um apartamento de luxo em Salvador, avaliado em R$ 2,5 milhões, e repasses a empresas ligadas a seus familiares.
"Do ponto de vista do dinheiro, eu estou absolutamente tranquilo. Nunca recebi dinheiro de ninguém muito menos do Master ou do Augusto Lima, então estou absolutamente à vontade. Sobre o apartamento, na verdade ele está em construção, eu tinha interesse de dar um apartamento ou de ajudar minha filha a comprar um apartamento desse. Como o Guga, o Augusto Lima, é um investidor, eu disse a ele: Você pode comprar? Depois eu vou recomprar". (...) Então não tem nenhuma transferência de patrimônio para mim, eu não tenho nenhum negócio com o Master ou com o Credcesta", declarou Wagner.
O senador também negou ter ligação com o dono do Banco Master. "Minha relação com Daniel Vorcaro é praticamente zero. Eu nunca tive maiores entendimentos com Daniel", disse o petista, que relatou ter se encontrado com o empresário apenas duas vezes.
De acordo com Wagner, o primeiro aconteceu quando Augusto Lima apresentou Vorcaro como seu sócio, enquanto a segunda vez se deu em razão de um pedido de indicação feito pelo empresário baiano para a área jurídica de seu banco, ocasião em que o petista indicou o ex-ministro Ricardo Lewandowski, que tinha recém se aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF). O senador também negou que tenha apresentado o ex-ministro Guido Mantega ao banqueiro mineiro.
Candidatura
Jaques Wagner disse que sua candidatura à reeleição está mantida, mesmo após ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) que apura um suposto recebimento de propina pelo petista para defender os interesses do Banco Master no Congresso Nacional.
"Minha candidatura está absolutamente mantida. Eu estou muito seguro de tudo que fiz, estou muito seguro da minha vida pessoal Eu não tenho CNPJ, eu só tenho CPF. Eu não tenho empresa, não tenho nada. Eu tenho um apartamento, que é o que eu moro, e meu sítio lá em Andaraí. Esse é meu patrimônio e está declarado no imposto de renda. Então minha candidatura se mantém", declarou o parlamentar, em entrevista à BandNews TV.
Wagner mencionou que em fevereiro de 2018, quando era candidato ao Senado, também foi alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal (PF), como parte da Operação Cartão Vermelho, desdobramento da Operação Lava Jato, que investigou desvios e superfaturamento na construção e gestão da Arena Fonte Nova, em Salvador.
"Eu fui candidato (em 2018), mantive minha candidatura e fui o senador mais bem votado da história da Bahia. Não estou dizendo que isso vai se repetir, mas não tem por que retirar minha candidatura. Ela está mantida", destacou.
Wagner também avaliou como "muito difícil" a possibilidade de que ele seja retirado do cargo de líder do governo no Senado e minimizou o "fogo amigo" dentro do PT para que ocorra a mudança
"Eu continuo na liderança, até que o presidente Lula peça para eu me retirar. Eu não acho que ele vá fazer isso, mas, se ele fizer, é um direito dele, o cargo é do presidente da República. Eu falei com ele hoje [quinta-feira] e ele sequer tocou nesse tema, então, na minha opinião, ele vai manter", considerou.
O parlamentar disse ter conversado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por telefone sobre a operação nesta quinta. Na ligação, o chefe do Executivo teria se solidarizado.
"Ele só ligou para dizer: Fique firme. Essa é uma tentativa de desestabilizar você, mas conte com a minha confiança. Então, do meu ponto de vista, até agora o que eu tenho do presidente Lula é a solidariedade ao ocorrido", relatou.
Wagner lembrou ainda que é signatário do requerimento de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o escândalo do Master, embora considere que ela não acrescentaria elementos às investigações conduzidas pela PF.
"Minha candidatura está absolutamente mantida. Eu estou muito seguro de tudo que fiz, estou muito seguro da minha vida pessoal Eu não tenho CNPJ, eu só tenho CPF. Eu não tenho empresa, não tenho nada. Eu tenho um apartamento, que é o que eu moro, e meu sítio lá em Andaraí. Esse é meu patrimônio e está declarado no imposto de renda. Então minha candidatura se mantém", declarou o parlamentar, em entrevista à BandNews TV.
Wagner mencionou que em fevereiro de 2018, quando era candidato ao Senado, também foi alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal (PF), como parte da Operação Cartão Vermelho, desdobramento da Operação Lava Jato, que investigou desvios e superfaturamento na construção e gestão da Arena Fonte Nova, em Salvador.
"Eu fui candidato (em 2018), mantive minha candidatura e fui o senador mais bem votado da história da Bahia. Não estou dizendo que isso vai se repetir, mas não tem por que retirar minha candidatura. Ela está mantida", destacou.
Wagner também avaliou como "muito difícil" a possibilidade de que ele seja retirado do cargo de líder do governo no Senado e minimizou o "fogo amigo" dentro do PT para que ocorra a mudança
"Eu continuo na liderança, até que o presidente Lula peça para eu me retirar. Eu não acho que ele vá fazer isso, mas, se ele fizer, é um direito dele, o cargo é do presidente da República. Eu falei com ele hoje [quinta-feira] e ele sequer tocou nesse tema, então, na minha opinião, ele vai manter", considerou.
O parlamentar disse ter conversado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por telefone sobre a operação nesta quinta. Na ligação, o chefe do Executivo teria se solidarizado.
"Ele só ligou para dizer: Fique firme. Essa é uma tentativa de desestabilizar você, mas conte com a minha confiança. Então, do meu ponto de vista, até agora o que eu tenho do presidente Lula é a solidariedade ao ocorrido", relatou.
Wagner lembrou ainda que é signatário do requerimento de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o escândalo do Master, embora considere que ela não acrescentaria elementos às investigações conduzidas pela PF.
Posicionamento
A assessoria do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), divulgou uma nota em que diz que o parlamentar "acompanha com tranquilidade" o andamento das investigações e "mantém a confiança na condução delas".
"O senador Jaques Wagner (PT-BA) esclarece que não é réu, não foi denunciado e não foi acusado em nenhum processo relacionado aos fatos investigados. O parlamentar acompanha com tranquilidade o andamento das investigações e mantém a confiança na condução delas", diz a nota.
O texto prossegue: "Cabe esclarecer que o apartamento mencionado jamais integrou o patrimônio do parlamentar. O senador também nega atuação em favor do Banco Master ou qualquer outra instituição financeira".
A assessoria acrescenta: "Sobre os valores em espécie apreendidos, a assessoria informa que o montante é fruto de diárias legais, declaradas e não utilizadas em missões internacionais oficiais. Por fim, o senador Jaques Wagner reitera que permanece à inteira disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos, com a certeza de que a verdade prevalecerá".
"O senador Jaques Wagner (PT-BA) esclarece que não é réu, não foi denunciado e não foi acusado em nenhum processo relacionado aos fatos investigados. O parlamentar acompanha com tranquilidade o andamento das investigações e mantém a confiança na condução delas", diz a nota.
O texto prossegue: "Cabe esclarecer que o apartamento mencionado jamais integrou o patrimônio do parlamentar. O senador também nega atuação em favor do Banco Master ou qualquer outra instituição financeira".
A assessoria acrescenta: "Sobre os valores em espécie apreendidos, a assessoria informa que o montante é fruto de diárias legais, declaradas e não utilizadas em missões internacionais oficiais. Por fim, o senador Jaques Wagner reitera que permanece à inteira disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos, com a certeza de que a verdade prevalecerá".
Leia mais
Comentários
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.