Operação Juros Zero investiga Banco de Brasília e PicPayDivulgação
Publicado 19/06/2026 12:45
Promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagraram, na manhã desta sexta-feira, 19, a Operação Juros Zero para investigar um esquema que teria usado descontos diretos nos contracheques de servidores públicos do DF para viabilizar operações financeiras irregulares.
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Entre os alvos da estão o Banco de Brasília (BRB), responsável pelos pagamentos dos servidores, a Secretaria de Economia do Distrito Federal, o Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF), o PicPay e a Associação dos Servidores Públicos do Distrito Federal.

São investigados Ney Ferraz, ex-secretário de Economia do DF, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB e alvo da Operação Compliance Zero (que investiga o caso Master), e Eduardo Chedid Simões, diretor do PicPay que já foi indiciado pela CPMI dos Descontos Indevidos do INSS.

Ao todo, são cumpridos 50 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em Curitiba e em São Paulo. A ação é conduzida pela Vice-Procuradoria-Geral de Justiça, pela Promotoria de Defesa do Consumidor e pelo Gaeco.
Em nota, o PicPay disse que "não reconhece qualquer irregularidade" e que rejeita a alegação de cobranças indevidas. "O valor antecipado era disponibilizado no próprio cartão do cliente, depois de feita a solicitação por ele mesmo no aplicativo, sem intermediários ou associações e sem cobrança nessa modalidade", esclarece.

Sem mencionar Chedid, o PicPay também reafirmou compromisso com a "estrita" observação da legislação e da regulamentação aplicáveis ao setor financeiro e de meios de pagamentos e garantiu ainda que seus produtos e serviços são estruturados em conformidade com normas vigentes e submetidos a "rigorosos" mecanismos de controle e supervisão.

Veja abaixo a íntegra da nota:

"O PicPay reafirma seu compromisso com a estrita observância da legislação e da regulamentação aplicáveis aos setores financeiro e de meios de pagamento. A companhia não reconhece qualquer irregularidade nas operações mencionadas e rejeita a alegação de cobrança indevida. Seus produtos e serviços são estruturados e ofertados em conformidade com as normas vigentes e submetidos a rigorosos mecanismos de controle e supervisão. O valor antecipado era disponibilizado no próprio cartão do cliente, depois de feita a solicitação por ele mesmo no aplicativo, sem intermediários ou associações e sem cobrança nessa modalidade. O PicPay mantém uma sólida estrutura de governança corporativa, gestão de riscos e compliance, alinhada às melhores práticas de mercado e aos mais elevados padrões regulatórios. A empresa seguirá colaborando plenamente com as autoridades competentes e está confiante de que quaisquer esclarecimentos necessários confirmarão a regularidade de sua atuação."
A reportagem pediu manifestação da defesa dos demais citados, que não se manifestaram. O espaço segue aberto.
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