Ronaldo Caiado se demostrou extremamente crítico ao atual governo Lula Marques/Agência Brasil
Publicado 22/06/2026 20:29 | Atualizado 22/06/2026 20:32
O ex-governador de Goiás e pré-candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, disse nesta segunda-feira, 22, que caso não haja um combate mais efetivo ao crime organizado, sobretudo nas fronteiras, o Brasil passará por um processo de "mexicanização".

"As pessoas falam que o Brasil vai virar uma Venezuela. Estão enganados. O Brasil, se continuar com a PT, vai virar uma mexicanização, onde a economia formal vai ser toda invadida pelo crime. Essa sim é a ocupação territorial da economia formal, a ocupação do espaço político, dos Poderes, e aí, sim, se estabelece dentro da democracia. Então, esta é uma realidade. Se não abrir os olhos, amanhã tem pessoas representando aqui, como se tem no Congresso, na Justiça, no Ministério Público, defensor daqueles que acham que o dinheiro, ao ser lavado dentro da economia formal, ele passa a ser explicável", criticou.

A declaração foi dada durante participação no evento "A indústria na agenda dos presidenciáveis", realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.

Além de Caiado, compareceram ao encontro os pré-candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também foi convidado, mas não participou. O petista cumpre agenda no Rio de Janeiro.
Publicidade
Reforma tributária
Caiado disse que não é "contra" a reforma tributária, mas que é preciso "avaliar todos os segmentos" afetados com as mudanças. Ele destacou que profissionais liberais, prestadores de serviços e transporte aéreo são penalizados pelas mudanças no sistema tributário do País.

"Temos que entender que a reforma vai mexer na vida de 215 milhões de brasileiros e precisa ser avaliada para ver quais setores estão sendo asfixiados", afirmou.

"Não é que eu sou contra, a gente tem que ver se aquilo procede", disse. "Nós precisamos avaliar todos os segmentos, essa é a discussão", defendeu o presidenciável.

Reforma trabalhista 
O pré-candidato do PSD à Presidência da República elencou quais reformas pretende enviar ao Congresso Nacional logo no primeiro dia de seu governo, caso seja eleito.

Caiado afirmou que quer "resgatar a reforma trabalhista" e criará um critério para que uma pessoa possa assumir cargos em tribunais superiores, incluindo o Supremo Tribunal Federal.

Segundo o ex-governador, outra reforma será a política, com foco na adoção do voto distrital, além da administrativa, visando a eficiência da máquina pública.
 
Leia mais