Publicado 30/06/2026 13:15 | Atualizado 30/06/2026 13:25
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) levou o discurso adotado nos palanques de eventos institucionais para a 68ª Cúpula do Mercosul. Após fazer a fala escrita pela sua assessoria, Lula atacou o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e disse que será candidato em outubro para manter a democracia no país para os outros chefes de Estado da América do Sul.
"Pela maior política de inclusão social já feita na história do Brasil, eu, aos 80 anos, com a vitalidade de um jovem de 20, vou concorrer às eleições para poder garantir que o Brasil mantenha-se como país democrático, porque não é possível a gente imaginar irresponsáveis governando um país de 215 milhões de habitantes", declarou.
Ao falar bem do seu governo, Lula citou temas frequentes em discursos: os índices de inflação acumulada e desemprego menores, crescimento da massa salarial e crescimento do PIB. Já para criticar a gestão bolsonarista, mencionou a paralisação de obras e a extinção de ministérios de cunho social.
"Era um país de terra arrasada. O país está recuperado. Vive o seu melhor momento econômico e de crescimento nesse período em que o mundo está vivendo em crise. Por essas razões, eu vou concorrer às eleições mais uma vez", disse o presidente.
Ao criticar a falta de solidez do Mercosul, onde presidentes podem paralisar as ações regionais, Lula afirmou que o bloco será uma prioridade do Brasil, seja quem for o eleito para governar o país em outubro.
No discurso, Lula também disse que o Brasil sonha em ser um país desenvolvido, mas que agentes externos nunca permitem o crescimento econômico brasileiro.
Publicidade"Pela maior política de inclusão social já feita na história do Brasil, eu, aos 80 anos, com a vitalidade de um jovem de 20, vou concorrer às eleições para poder garantir que o Brasil mantenha-se como país democrático, porque não é possível a gente imaginar irresponsáveis governando um país de 215 milhões de habitantes", declarou.
Ao falar bem do seu governo, Lula citou temas frequentes em discursos: os índices de inflação acumulada e desemprego menores, crescimento da massa salarial e crescimento do PIB. Já para criticar a gestão bolsonarista, mencionou a paralisação de obras e a extinção de ministérios de cunho social.
"Era um país de terra arrasada. O país está recuperado. Vive o seu melhor momento econômico e de crescimento nesse período em que o mundo está vivendo em crise. Por essas razões, eu vou concorrer às eleições mais uma vez", disse o presidente.
Ao criticar a falta de solidez do Mercosul, onde presidentes podem paralisar as ações regionais, Lula afirmou que o bloco será uma prioridade do Brasil, seja quem for o eleito para governar o país em outubro.
No discurso, Lula também disse que o Brasil sonha em ser um país desenvolvido, mas que agentes externos nunca permitem o crescimento econômico brasileiro.
Pix para toda a América do Sul
Lula sugeriu que o Pix possa ser expandido para toda a América do Sul, em um sinal de integração entre os países do bloco aduaneiro.
"Experiências nacionais bem sucedidas devem ser compartilhadas entre os países do bloco. O Pix, sistema brasileiro público e gratuito de pagamentos, é referência internacional de inclusão financeira e eficiência digital. Sua arquitetura pode servir de base para uma infraestrutura de pagamentos que beneficie todos os cidadãos do Mercosul", disse o presidente, em discurso na cúpula do Mercosul, no Paraguai. "A integração financeira reduzirá custos, fortalecerá o comércio intrabloco, ampliará o uso de moedas locais e aumentará nossa resiliência frente a choques externos", completou.
Em seu discurso lido no evento, Lula também falou sobre o combate ao crime organizado. Disse que o governo brasileiro prioriza "o fortalecimento da inteligência e da cooperação internacional para asfixiar os escalões mais altos das redes criminosas e combater o tráfico de drogas e de armas". Ainda disse que o Brasil vai custear a presença de delegados de países do Mercosul por um ano em Buenos Aires "para ampliar a coordenação no combate ao tráfico internacional de drogas e crimes correlatos".
Depois de ler o discurso, Lula falou de improviso. Fez críticas ao Mercosul e a todos os países quando disse que é preciso ter "instituições sólidas" e que o bloco funcione independente das ideologias políticas.
"Um dos grandes problemas nossos é que não temos instituições sólidas. O Mercosul não pode funcionar com base na eleição desse ou daquele presidente. Senão nunca vamos ter um bloco realmente forte e funcionando, a depender da vontade de um presidente funciona, a depender (de outro presidente) não funciona. A gente nunca vai conseguir se transformar em um bloco econômico de muita vitalidade para ter influência no mundo", declarou o presidente.
"Experiências nacionais bem sucedidas devem ser compartilhadas entre os países do bloco. O Pix, sistema brasileiro público e gratuito de pagamentos, é referência internacional de inclusão financeira e eficiência digital. Sua arquitetura pode servir de base para uma infraestrutura de pagamentos que beneficie todos os cidadãos do Mercosul", disse o presidente, em discurso na cúpula do Mercosul, no Paraguai. "A integração financeira reduzirá custos, fortalecerá o comércio intrabloco, ampliará o uso de moedas locais e aumentará nossa resiliência frente a choques externos", completou.
Em seu discurso lido no evento, Lula também falou sobre o combate ao crime organizado. Disse que o governo brasileiro prioriza "o fortalecimento da inteligência e da cooperação internacional para asfixiar os escalões mais altos das redes criminosas e combater o tráfico de drogas e de armas". Ainda disse que o Brasil vai custear a presença de delegados de países do Mercosul por um ano em Buenos Aires "para ampliar a coordenação no combate ao tráfico internacional de drogas e crimes correlatos".
Depois de ler o discurso, Lula falou de improviso. Fez críticas ao Mercosul e a todos os países quando disse que é preciso ter "instituições sólidas" e que o bloco funcione independente das ideologias políticas.
"Um dos grandes problemas nossos é que não temos instituições sólidas. O Mercosul não pode funcionar com base na eleição desse ou daquele presidente. Senão nunca vamos ter um bloco realmente forte e funcionando, a depender da vontade de um presidente funciona, a depender (de outro presidente) não funciona. A gente nunca vai conseguir se transformar em um bloco econômico de muita vitalidade para ter influência no mundo", declarou o presidente.
Reportagem de Clara Maria, sob supervisão de Raphael Perucci
Leia mais
Comentários
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.