Publicado 08/07/2026 20:51
A Justiça mandou soltar dois homens investigados no caso da morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, em um salto de rope jump feito sem as cordas de segurança em Limeira (SP). A decisão, da juíza Marcella Caliani, da 2ª Vara Criminal de Limeira, foi proferida nesta quarta-feira, 8. A Polícia Civil já tinha pedido a revogação das prisões dos dois investigados por falta de provas.
PublicidadeJoão Antonio Pivetta Ribeiro da Silva, de 35 anos, e Gabriel Barros Martins, de 30 anos, haviam sido presos temporariamente em 20 de junho, uma semana depois da morte da jovem.
João era apontado como suspeito de sumir com a câmera que estava acoplada ao braço da vítima durante o salto. A investigação, no entanto, não encontrou provas suficientes para indiciá-lo. Em uma carta, o homem já havia negado a acusação.
A polícia também não encontrou elementos suficientes para indiciar Gabriel, apontado como integrante eventual da equipe de rope jump. No momento do salto, segundo a investigação, ele não tinha como visualizar a eventual ausência de cordas na vítima. O rapaz era um dos responsáveis pela debreagem, momento em que a corda passa a sustentar o praticante depois da queda livre.
"Se a própria autoridade responsável pela investigação afirma que a segregação cautelar não é mais necessária ao êxito dos trabalhos investigatórios, esvazia-se o fundamento que autorizou a decretação da medida. A tal conclusão soma-se a manifestação favorável do Ministério Público, titular da ação penal, o que reforça a ausência de interesse persecutório na manutenção da medida", afirmou a juíza na decisão.
João Antonio deixou a cadeia onde estava preso, em Limeira, no fim da tarde desta quarta-feira, de acordo com os advogados de defesa Vitor Aurélio e Ana Flávia de Almeida Foguel. Em relação a Gabriel, o Estadão tenta localizar a defesa dele para confirmar a soltura.
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