No cenário de segundo turno, Lula tem 46% das intenções de votoAFP
Publicado 21/07/2026 10:05 | Atualizado 21/07/2026 10:06
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a disputa presidencial e, nos últimos dois meses, ampliou sua vantagem numérica contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu principal adversário no pleito. Os dados são de pesquisa Indexa divulgada nesta terça-feira, 21, com exclusividade pelo Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

O cenário identificado pela Indexa nas intenções de voto é quase de estabilidade. No cenário de primeiro turno, tanto Lula quanto Flávio viram seus porcentuais de intenção de voto oscilarem para baixo. O presidente da República tem 41% das intenções de voto contra 30% do senador. Há um mês, o petista tinha 42%, enquanto o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tinha 31%. Há dois meses, Flávio tinha 30%, enquanto Lula tinha 39%.
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O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) é o terceiro colocado numericamente, com 6%. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) tem 3%, mesmo porcentual de Renan Santos (Missão). Augusto Cury (Avante) e Joaquim Barbosa (DC) aparecem com 1% cada.

No cenário de segundo turno, Lula tem 46% das intenções de voto (um ponto porcentual a menos que em junho e o mesmo porcentual de maio). Flávio tem 39% das intenções de voto em uma eventual disputa de segundo turno contra o petista (em junho era 40%).

Essa melhora nos números de Lula acontecem depois da divulgação da conversa de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em maio, e do anúncio dos Estados Unidos do novo tarifaço contra produtos brasileiros, em julho.

A seguir, os números dos cenários de segundo turno medidos pela Indexa:

- Lula (PT) 46% x 39% Flávio Bolsonaro (PL);

- Lula (PT) 46% x 32% Romeu Zema (Novo);

- Lula (PT) 45% x 37% Ronaldo Caiado (PSD);

- Lula (PT) 47% x 27% Renan Santos (Missão).

Cerca de dois terços do eleitorado (66%) afirmam estar decididos quanto ao voto, segundo o levantamento da Indexa. O porcentual é semelhante ao registrado em maio (eram 65%) e em junho (eram 67%). Outros 26% disseram que ainda podem mudar o voto (eram 25% em maio e em junho).

Entre os eleitores de Lula e Flávio Bolsonaro, o porcentual dos que estão certos quanto ao voto é maior. Entre os lulistas, 77% dizem que estão decididos, enquanto 23% podem mudar. Entre os bolsonaristas, 75% estão certos sobre o voto, e 25% dizem que podem mudar.

A margem de erro estimada é de 2,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada de 16 a 19 de julho, com 2.000 entrevistas por telefone. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02904/2026.
Aprovação da forma de Lula governar supera numericamente desaprovação
A aprovação sobre a forma de o presidente Lula governar ultrapassou, numericamente, a desaprovação, segundo pesquisa .

O movimento coincide com a melhora na aprovação do presidente identificada também em outras pesquisas e reforça o otimismo na campanha do petista sobre as chances de vitória na disputa presidencial neste ano.

A diferença entre os que aprovam a forma de Lula governar e os que desaprovam continua na margem de erro. Estão tecnicamente empatados, apesar de numericamente os que aprovam estarem na frente, com 49%, enquanto os que desaprovam são 48%. Em maio, 50% desaprovavam e 46% aprovavam.

Apesar desses números, o presidente ainda tem uma série de obstáculos a ultrapassar. Mais da metade dos eleitores, por exemplo, diz que ele não merece a reeleição: 51% afirmam que ele não mereceria mais quatro anos na Presidência. Apenas 36% dizem que ele merece.

Na avaliação do governo, Lula permanece com altos níveis de avaliações negativas. Para 41%, o governo é ruim ou péssimo (mesmo porcentual de maio). Para 33%, ele é bom ou ótimo (eram 31% em maio). Para 22%, é regular (eram 25% em maio).
Flávio Bolsonaro tem rejeição de 50% e Lula de 49%
Flávio Bolsonaro é o pré-candidato à Presidência da República com maior rejeição. Entre todos os eleitores ouvidos, 50% dizem que jamais votariam no senador, enquanto 31% afirmam que com certeza votariam e 13%, que poderiam votar.

Esse porcentual de rejeição cresceu nos últimos meses. Em maio, 47% diziam que jamais votariam em Flávio. Os que com certeza votariam no filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também aumentaram: de 28% para 31%. A queda veio principalmente nos que poderiam votar (eram 18% há dois meses e agora são 13%).

Os demais candidatos, entre eles o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), têm porcentuais numericamente menores de rejeição do eleitorado. No caso de Lula, a variação é na margem de erro: 49% dizem que jamais votariam no petista, enquanto 37% afirmam que com certeza votariam e 12%, que poderiam votar.

Em maio, 46% diziam que não votariam em Lula, enquanto 32% afirmavam que com certeza votariam nele e 17%, que poderiam votar.

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) foi o candidato de fora da polarização entre Lula e Flávio que teve a melhora mais significativa. Apesar de ainda figurar com menos de dois dígitos nas intenções de voto, Caiado passou a ser considerado como uma opção de voto para quase um terço do eleitorado. Os que dizem que jamais votariam nele foram de 32% em maio para 35% em julho. Os que dizem que com certeza votarão nele eram 1% e agora são 4% Mas os que afirmam que poderiam votar passaram de 9% em maio para 32% em julho.

A seguir, os porcentuais de rejeição de todos os candidatos:

- Flávio Bolsonaro (PL): 50%
- Lula (PT): 49%
- Renan Santos (Missão): 40%
- Romeu Zema (Novo): 40%
- Ronaldo Caiado (PSD): 35%
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