Maioria dos eleitores diz que justificativas dos candidatos sobre Lulinha e Vorcaro não foram 'convincentes'Reprodução/ redes sociais
Publicado 02/09/2026 13:05
As investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e as suspeitas sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) no caso Master prejudicam muito as campanhas dos dois candidatos, na avaliação da maior parcela dos eleitores ouvidos pela Quaest. A pesquisa foi divulgada nesta quarta-feira, 2.

De acordo com o levantamento, 40% afirmam que o caso Lulinha prejudica muito a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Outros 25% avaliam que prejudica pouco, enquanto 31% não veem impacto.

Fábio Luís é alvo de três inquéritos da Polícia Federal (PF) autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As investigações apuram suspeitas de tráfico de influência, favorecimento de empresários interessados em negócios com órgãos públicos e atuação em benefício próprio.

No caso de Flávio Bolsonaro, 42% dizem que as suspeitas relacionadas ao Banco Master prejudicam muito sua campanha. Para 22%, o impacto é pequeno, enquanto 29% afirmam que o episódio não prejudica o senador.

Em maio, o site Intercept Brasil publicou um áudio no qual Flávio cobrava recursos do banqueiro Daniel Vorcaro para financiar "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

As explicações apresentadas pelos candidatos não convenceram a maioria dos entrevistados. Sobre o caso Lulinha, 54% consideraram que Lula não deu justificativas convincentes, ante 22% que avaliaram o contrário. Em relação ao caso Master, 52% disseram que as explicações de Flávio não foram convincentes, enquanto 24% as consideraram satisfatórias.

Segundo a Quaest, 66% dos eleitores afirmam conhecer o caso Lulinha. O mesmo porcentual declara ter conhecimento das suspeitas relacionadas a Flávio Bolsonaro e ao Banco Master.
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Cury lidera entre eleitores independentes
O agora terceiro colocado nas intenções de voto no primeiro turno da disputa presidencial, Augusto Cury (Avante), lidera a preferência dos eleitores considerados independentes. Segundo o levantamento, o escritor tem 24% das intenções de voto entre eleitores independentes, à frente de Lula (21%), Flávio Bolsonaro (9%) e Renan Santos (4%).

A pesquisa também constatou que, entre os eleitores independentes, 65% disseram ainda não conhecer Cury. Outros 18% dizem que conhecem e poderiam votar nele, enquanto 17% afirmam que conhecem o escritor, mas não votariam nele.

Entre os eleitores que se dizem da direita não bolsonarista, Augusto Cury é preferido por 6%, atrás somente daqueles desse grupo que dizem que irão votar em Flávio Bolsonaro (72%). Já entre os bolsonaristas, a preferência de 91% dos entrevistados é pelo voto em Flávio Bolsonaro, contra 2% que dizem que irão votar em Lula e 1%, em Cury. Entre os lulistas, o atual presidente tem 93% das intenções de voto, enquanto Cury tem 1%. Já na esquerda não lulista, 78% dizem que irão votar em Lula e 6%, em Cury.

Ainda conforme o levantamento, 48% dos que disseram que irão votar em Cury avaliam que ainda podem mudar essa decisão, contra 52% que vê o voto no escritor como definitivo.
A pesquisa, contratada pela TV Globo e pelo jornal O Globo, ouviu 2.004 eleitores entre os dias 30 de agosto e 1 º de setembro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07065/2026.
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