Publicado 28/12/2025 17:24
Búzios - A atriz e cantora francesa Brigitte Bardot morreu aos 91 anos, informou neste domingo (28) a fundação que leva seu nome. A causa da morte, assim como o local e o horário do falecimento, não foram divulgados. Ícone do cinema mundial e da cultura do século 20, Bardot deixa um legado que vai além das telasm incluindo uma ligação histórica com o Brasil, especialmente com Armação dos Búzios.
Em comunicado, a Fundação Brigitte Bardot anunciou a morte de sua fundadora e presidente, destacando que a artista abandonou uma carreira de enorme prestígio para dedicar a vida à defesa dos animais e às atividades da instituição criada por ela.
Nascida em Paris, em 28 de setembro de 1934, Brigitte Anne-Marie Bardot teve formação em balé clássico no Conservatório Nacional de Música e Dança. Ainda adolescente, passou a estampar capas de revistas de moda, como a Elle, antes de estrear no cinema em 1952. A consagração mundial veio em 1956, com o filme E Deus Criou a Mulher, dirigido por Roger Vadim, seu então marido. A obra, considerada ousada para a época, projetou Bardot como símbolo de liberdade feminina e marcou definitivamente sua imagem pública.
Ao longo da carreira, atuou em mais de 45 filmes e gravou cerca de 70 músicas. Tornou-se referência estética e cultural, influenciando gerações com seu estilo, sua postura e sua forma de desafiar padrões conservadores.
A ligação com Búzios
PublicidadeEm comunicado, a Fundação Brigitte Bardot anunciou a morte de sua fundadora e presidente, destacando que a artista abandonou uma carreira de enorme prestígio para dedicar a vida à defesa dos animais e às atividades da instituição criada por ela.
Nascida em Paris, em 28 de setembro de 1934, Brigitte Anne-Marie Bardot teve formação em balé clássico no Conservatório Nacional de Música e Dança. Ainda adolescente, passou a estampar capas de revistas de moda, como a Elle, antes de estrear no cinema em 1952. A consagração mundial veio em 1956, com o filme E Deus Criou a Mulher, dirigido por Roger Vadim, seu então marido. A obra, considerada ousada para a época, projetou Bardot como símbolo de liberdade feminina e marcou definitivamente sua imagem pública.
Ao longo da carreira, atuou em mais de 45 filmes e gravou cerca de 70 músicas. Tornou-se referência estética e cultural, influenciando gerações com seu estilo, sua postura e sua forma de desafiar padrões conservadores.
A ligação com Búzios
Em 1964, Brigitte Bardot teve papel fundamental na transformação de Armação dos Búzios em um destino turístico de projeção nacional e internacional. Naquele ano, quando o local ainda era distrito de Cabo Frio, a atriz visitou a cidade duas vezes. A primeira foi em janeiro, quando permaneceu cerca de quatro meses hospedada em Manguinhos, ao lado do então namorado, o produtor Bob Zagury. A segunda ocorreu em dezembro, já sob intensa atenção da imprensa.
Segundo pesquisadores e empresários locais, Bardot chegou ao Brasil em busca de tranquilidade e encontrou em Búzios um refúgio simples, ainda sem estrutura turística e com poucos estabelecimentos comerciais. A presença da atriz atraiu jornalistas, fotógrafos e visitantes estrangeiros, despertando interesse internacional pela região.
A partir desse período, surgiram as primeiras pousadas e teve início o desenvolvimento da economia baseada no turismo. Especialistas apontam que foi nesse momento que Búzios passou a integrar o circuito turístico mundial, consolidando-se, anos depois, como um dos destinos mais visitados do Brasil.
Mesmo vivendo de forma discreta durante a estadia, frequentando praias e convivendo com moradores locais, Bardot deixou uma marca permanente na história da cidade. Ela nunca mais retornou ao município, mas foi homenageada com a Orla Bardot e uma estátua de bronze à beira-mar, que se tornaram pontos turísticos e símbolos da cidade.
Vida pessoal e ativismo
Segundo pesquisadores e empresários locais, Bardot chegou ao Brasil em busca de tranquilidade e encontrou em Búzios um refúgio simples, ainda sem estrutura turística e com poucos estabelecimentos comerciais. A presença da atriz atraiu jornalistas, fotógrafos e visitantes estrangeiros, despertando interesse internacional pela região.
A partir desse período, surgiram as primeiras pousadas e teve início o desenvolvimento da economia baseada no turismo. Especialistas apontam que foi nesse momento que Búzios passou a integrar o circuito turístico mundial, consolidando-se, anos depois, como um dos destinos mais visitados do Brasil.
Mesmo vivendo de forma discreta durante a estadia, frequentando praias e convivendo com moradores locais, Bardot deixou uma marca permanente na história da cidade. Ela nunca mais retornou ao município, mas foi homenageada com a Orla Bardot e uma estátua de bronze à beira-mar, que se tornaram pontos turísticos e símbolos da cidade.
Vida pessoal e ativismo
Brigitte Bardot teve quatro casamentos e um filho, Nicolas-Jacques, com quem manteve uma relação distante por décadas. Após se aposentar do cinema, em 1973, aos 39 anos, passou a dedicar integralmente sua vida à causa animal, fundando, em 1986, a Fundação Brigitte Bardot, voltada ao resgate, proteção e campanhas de conscientização.
Embora sua trajetória humanitária tenha sido amplamente reconhecida, Bardot também esteve envolvida em polêmicas ao longo dos anos, especialmente por declarações políticas e condenações judiciais na França, o que reacendeu debates sobre sua figura pública.
Ainda assim, sua importância histórica permanece incontestável. Para Búzios, em especial, Brigitte Bardot segue sendo um nome diretamente ligado à identidade e à projeção internacional da cidade, um legado que continua atraindo visitantes mais de seis décadas depois de sua passagem pela Região dos Lagos.
Embora sua trajetória humanitária tenha sido amplamente reconhecida, Bardot também esteve envolvida em polêmicas ao longo dos anos, especialmente por declarações políticas e condenações judiciais na França, o que reacendeu debates sobre sua figura pública.
Ainda assim, sua importância histórica permanece incontestável. Para Búzios, em especial, Brigitte Bardot segue sendo um nome diretamente ligado à identidade e à projeção internacional da cidade, um legado que continua atraindo visitantes mais de seis décadas depois de sua passagem pela Região dos Lagos.
Leia mais
Comentários
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.