Haylton Escafura Reprodução
Publicado 30/06/2025 15:39
Cabo Frio - O município de Cabo Frio foi um dos alvos de uma operação deflagrada nesta segunda-feira (30) contra suspeitos de envolvimento no assassinato de Haylton Carlos Gomes Escafura e da policial militar Franciene de Souza, ocorrido em 2017. A ação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ), com apoio da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC/PCERJ), da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e da Corregedoria da Polícia Militar.

Ao todo, foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro, Florianópolis e Cabo Frio. O foco da operação é desarticular um grupo ligado à contravenção e ao chamado “Escritório do Crime”, que teria atuado na execução do casal.
Publicidade
 
Marcelo Simões Mesqueu, conhecido como
Marcelo Simões Mesqueu, conhecido como "Cupim"Reprodução
Marcelo Simões Mesqueu, conhecido como “Cupim”, foi preso preventivamente. Segundo o MPRJ, ele foi denunciado por homicídio no último dia 23 de junho, acusado de ordenar a morte de Haylton, herdeiro de um dos clãs históricos da exploração do jogo do bicho no estado, e da então namorada dele, a soldado Franciene.

As investigações apontam que o crime foi motivado por uma disputa por territórios ligados à exploração de jogos de azar. Haylton teria tentado retomar pontos que estavam sob o controle de Cupim, mas que anteriormente pertenciam ao seu pai, José Caruzzo Escafura, o “Piruinha”, figura conhecida da antiga cúpula da contravenção no Rio.

Além de Cupim, os mandados de busca e apreensão atingiram outros seis investigados, incluindo dois policiais militares. O GAECO investiga ainda o envolvimento de outros membros da organização criminosa e a atuação de matadores profissionais associados ao “Escritório do Crime”.
Leia mais