Dubai, nos Emirados Árabes UnidosReprodução
Publicado 02/03/2026 13:27
Cabo Frio - A viagem internacional da nutricionista Carla Albuquerque, moradora de Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, acabou marcada por momentos de apreensão em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. O passeio, que incluía um cruzeiro de sete dias pelo Oriente Médio, foi interrompido após alertas de segurança e registros de mísseis sendo interceptados no céu da cidade.

Carla e o marido chegaram a Dubai na sexta-feira (27). A programação previa o embarque em um navio ainda no sábado (28), após visitas a pontos turísticos da cidade. Até então, segundo ela, nada indicava que a viagem tomaria um rumo inesperado.

Já a bordo do cruzeiro, enquanto estava na área da piscina, Carla percebeu luzes cortando o céu. No primeiro momento, pensou se tratar de estrelas cadentes. A situação ganhou outra dimensão quando um salva-vidas brasileiro, que trabalha no navio, alertou que se tratavam de mísseis sendo interceptados.

“A gente via como uma bola de fogo no céu e depois os estilhaços. Vi um, dois, três. Meu marido conseguiu filmar. Eu nunca tinha visto algo assim”, contou Carla em entrevista ao g1.

Alertas oficiais e clima de apreensão
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Na madrugada de domingo (1º), por volta de 0h31, passageiros do cruzeiro receberam mensagens de alerta nos celulares, com textos em árabe e, em alguns casos, em inglês, orientando que buscassem abrigo.

“O capitão explicou que era um alerta comum do governo, pedindo que as pessoas se abrigassem. Mesmo assim, todo mundo ficou muito tenso. As pessoas foram direto para as cabines”, relatou.

Com o agravamento da situação, o cruzeiro foi oficialmente cancelado. O navio permaneceu atracado no porto de Dubai, e a orientação foi para que todos os passageiros continuassem a bordo, por segurança.

Estrondo e fumaça vistos do navio
Na manhã de domingo, Carla, que compartilha a rotina da viagem com mais de 900 mil seguidores nas redes sociais, registrou mais um momento de susto. Segundo ela, por volta de 10h58 no horário local, foi possível ouvir um forte barulho, seguido de um estrondo e de uma grande fumaça visível a partir do navio.

“Parecia o som de um avião muito baixo. Segundos depois veio o estrondo e a fumaça. Não sei exatamente o que foi atingido, mas depois a situação pareceu controlada”, explicou.

Expectativa de retorno ao Brasil
Apesar da manutenção das atividades internas do cruzeiro, como refeições e aulas de dança, Carla afirma que o sentimento predominante é de insegurança. “Eles tentam distrair a gente, mas a cabeça não fica tranquila. Eu estou doida para voltar para o Brasil”, desabafou.

Segundo a nutricionista cabo-friense, a decisão de manter o navio atracado foi tomada por questões estratégicas. “No mar, o navio seria um alvo mais fácil. Além disso, o canal está fechado e o aeroporto também não está operando normalmente”, afirmou.

A previsão é que Carla e os demais passageiros consigam retornar ao Brasil no próximo sábado, dia 7 de março, caso o espaço aéreo seja reaberto. Até lá, a moradora de Cabo Frio segue aguardando no porto de Dubai, acompanhando as atualizações oficiais e mantendo contato constante com familiares no Brasil.

*Com informações do G1.
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