Publicado 27/08/2026 15:18
Cabo Frio - O Terminal Rodoviário Alexis Novellino, em Cabo Frio, voltou a ser alvo de reclamações de passageiros e trabalhadores nesta quinta-feira (27). Problemas na estrutura, falta de segurança, banheiros com horário limitado, sujeira e presença constante de pessoas em situação de rua estão entre os principais relatos de quem utiliza o terminal, que é uma das portas de entrada para turistas que chegam à cidade de ônibus.
O cenário não é novo. A situação da rodoviária já foi mostrada em reportagens de 2021 e 2023 e continua sendo questionada em 2026. Entre os principais problemas apontados estão as condições dos banheiros, a segurança no local e a estrutura disponível para atender o aumento do movimento, especialmente durante períodos de maior procura.
O taxista Geraldo Magela, que trabalha na rodoviária há 26 anos, afirma que passageiros que pagam a tarifa de embarque nem sempre encontram os banheiros abertos. Segundo ele, o funcionamento ocorre aproximadamente das 7h às 19h ou 20h. Fora desse período, há apenas um banheiro de emergência, que, de acordo com o relato, também é utilizado por pessoas em situação de rua e frequentemente fica molhado ou sujo.
Geraldo também reclama da segurança. Segundo o taxista, já houve furto no terminal e, em uma ocasião, um trabalhador precisou acompanhar a vítima durante a perseguição ao suspeito. Ele afirma ainda que a Guarda Municipal passa pelo local, mas permanece por poucos minutos, e reclama da ausência de policiamento permanente.
A presença de pessoas em situação de rua também é citada por trabalhadores e passageiros. Um dos usuários entrevistados classificou a situação como ruim e relatou a presença de pessoas pedindo dinheiro e dormindo dentro da rodoviária, associando o cenário à sensação de insegurança.
Outra relamação é sobre a longa espera pelos ônibus. Ainda segundo o passageiro, a linha para Macaé tinha, no momento do relato, o último horário às 15h, com intervalos de aproximadamente três horas entre as viagens. Para ele, o tempo de espera se torna mais complicado diante das condições do terminal.
Nem todos os passageiros, porém, avaliam a situação da mesma forma. Um usuário afirmou que a rodoviária atende ao básico, mas defendeu melhorias nos banheiros, na acessibilidade e na estrutura geral.
Atualmente, o terminal conta com nove plataformas operacionais. O número de empresas que atuam no local também aumentou nos últimos anos. Além das empresas Útil, Viação Única, Fácil, 1001 e Macaense, passaram a operar Águia Branca e Brasil Bus.
A preocupação aumenta durante a alta temporada, quando o fluxo de passageiros cresce. Reportagem publicada em dezembro de 2023 apontava uma expectativa de 1,8 milhão de pessoas circulando por Cabo Frio durante o período de verão, com a maioria chegando pelo terminal rodoviário. Na ocasião, foram relatados problemas também nos arredores, como buracos, pedras de basalto quebradas, falta de iluminação, lixo acumulado e mau cheiro.
Procurada, a administradora do terminal, a CODERTE, informou que a rodoviária possui cerca de 4.160 metros quadrados e nove plataformas operacionais. Sobre a presença de pessoas em situação de rua, a empresa afirmou que acompanha as ocorrências e aciona a Secretaria Municipal de Assistência Social quando necessário para encaminhamento à rede de atendimento.
Em relação à segurança e ao movimento nos períodos de maior demanda, a administradora informou que a operação é acompanhada em conjunto com o Detro, a Prefeitura de Cabo Frio, a Guarda Municipal e a Polícia Militar.
A empresa também afirmou que vistorias técnicas identificaram a necessidade de manutenção, recuperação e modernização da cobertura, instalações elétricas, iluminação, sanitários e áreas de circulação. Algumas intervenções já foram realizadas, como o fechamento de um bueiro que estava aberto e a substituição de uma peça no banheiro masculino.
As intervenções de maior porte, no entanto, ainda não têm data definida. Segundo a CODERTE, os serviços estão em fase de avaliação e priorização técnica e dependem de planejamento e disponibilidade orçamentária. Enquanto isso, as reclamações sobre a estrutura do terminal continuam sendo registradas em 2026.
PublicidadeO cenário não é novo. A situação da rodoviária já foi mostrada em reportagens de 2021 e 2023 e continua sendo questionada em 2026. Entre os principais problemas apontados estão as condições dos banheiros, a segurança no local e a estrutura disponível para atender o aumento do movimento, especialmente durante períodos de maior procura.
O taxista Geraldo Magela, que trabalha na rodoviária há 26 anos, afirma que passageiros que pagam a tarifa de embarque nem sempre encontram os banheiros abertos. Segundo ele, o funcionamento ocorre aproximadamente das 7h às 19h ou 20h. Fora desse período, há apenas um banheiro de emergência, que, de acordo com o relato, também é utilizado por pessoas em situação de rua e frequentemente fica molhado ou sujo.
Geraldo também reclama da segurança. Segundo o taxista, já houve furto no terminal e, em uma ocasião, um trabalhador precisou acompanhar a vítima durante a perseguição ao suspeito. Ele afirma ainda que a Guarda Municipal passa pelo local, mas permanece por poucos minutos, e reclama da ausência de policiamento permanente.
A presença de pessoas em situação de rua também é citada por trabalhadores e passageiros. Um dos usuários entrevistados classificou a situação como ruim e relatou a presença de pessoas pedindo dinheiro e dormindo dentro da rodoviária, associando o cenário à sensação de insegurança.
Outra relamação é sobre a longa espera pelos ônibus. Ainda segundo o passageiro, a linha para Macaé tinha, no momento do relato, o último horário às 15h, com intervalos de aproximadamente três horas entre as viagens. Para ele, o tempo de espera se torna mais complicado diante das condições do terminal.
Nem todos os passageiros, porém, avaliam a situação da mesma forma. Um usuário afirmou que a rodoviária atende ao básico, mas defendeu melhorias nos banheiros, na acessibilidade e na estrutura geral.
Atualmente, o terminal conta com nove plataformas operacionais. O número de empresas que atuam no local também aumentou nos últimos anos. Além das empresas Útil, Viação Única, Fácil, 1001 e Macaense, passaram a operar Águia Branca e Brasil Bus.
A preocupação aumenta durante a alta temporada, quando o fluxo de passageiros cresce. Reportagem publicada em dezembro de 2023 apontava uma expectativa de 1,8 milhão de pessoas circulando por Cabo Frio durante o período de verão, com a maioria chegando pelo terminal rodoviário. Na ocasião, foram relatados problemas também nos arredores, como buracos, pedras de basalto quebradas, falta de iluminação, lixo acumulado e mau cheiro.
Procurada, a administradora do terminal, a CODERTE, informou que a rodoviária possui cerca de 4.160 metros quadrados e nove plataformas operacionais. Sobre a presença de pessoas em situação de rua, a empresa afirmou que acompanha as ocorrências e aciona a Secretaria Municipal de Assistência Social quando necessário para encaminhamento à rede de atendimento.
Em relação à segurança e ao movimento nos períodos de maior demanda, a administradora informou que a operação é acompanhada em conjunto com o Detro, a Prefeitura de Cabo Frio, a Guarda Municipal e a Polícia Militar.
A empresa também afirmou que vistorias técnicas identificaram a necessidade de manutenção, recuperação e modernização da cobertura, instalações elétricas, iluminação, sanitários e áreas de circulação. Algumas intervenções já foram realizadas, como o fechamento de um bueiro que estava aberto e a substituição de uma peça no banheiro masculino.
As intervenções de maior porte, no entanto, ainda não têm data definida. Segundo a CODERTE, os serviços estão em fase de avaliação e priorização técnica e dependem de planejamento e disponibilidade orçamentária. Enquanto isso, as reclamações sobre a estrutura do terminal continuam sendo registradas em 2026.

Leia mais
Comentários
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.