Equipe do CC atua em procedimentos de urgência, emergência e também cirurgias eletivas Foto César Ferreira/Divulgação
Publicado 19/07/2025 15:41
Campos – Cerca de 21.500 atendimentos de fisioterapia e 1.177 cirúrgicos foram registrados no Hospital Ferreira Machado (HFM), em Campos dos Goytacazes (RJ) nos últimos seis meses. São números que, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, refletem o trabalho contínuo e a eficiência da equipe da unidade, referência em trauma na região. Os resultados foram divulgados nessa sexta-feira (18).
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O neurocirurgião Leandro Alcy explica que o Centro Cirúrgico (CC) Ralph Dias Pessanha do HFM, anexo ao Centro de Tratamento Intensivo (CTI), funciona 24 horas por dia, com estrutura composta por três salas cirúrgicas independentes, dois vestiários (masculino e feminino) e uma unidade satélite da farmácia hospitalar.
“A equipe é formada por dezenas de profissionais entre enfermeiros, técnicos, anestesistas e médicos de diversas especialidades, que atuam em procedimentos de urgência, emergência e também cirurgias eletivas”, pontua o cirurgião realçando que o dinamismo e a agilidade no atendimento fazem toda a diferença na recuperação dos pacientes.
Segundo o médico, o HFM atende muitos casos de neurocirurgia, com traumas de crânio e coluna: “Já trabalhei em hospitais no Rio de Janeiro e posso dizer que aqui é um dos poucos lugares onde conseguimos fazer o primeiro atendimento e operar o paciente em menos de meia hora. Isso só é possível porque a equipe multidisciplinar está toda presente no hospital, pronta para agir”.
Alexandro de Souza, um dos pacientes que passaram recentemente por cirurgia no setor, testemunha: “Sou pedreiro e caí do andaime. Fraturei o tornozelo, foi fratura exposta. Primeiro, colocaram um fixador externo e, ontem (quinta-feira), fiz a cirurgia definitiva, com três hastes internas. Correu tudo bem, foi tudo tranquilo. A equipe foi ótima, fui bem tratado”.
PAPEL ESSENCIAL - Na opinião do ortopedista Luiz Eduardo Abílio, o trabalho em equipe é fundamental para o bom andamento das cirurgias: “Sem anestesista, enfermeiro e técnico, nada funciona. A ideia de que só o médico resolve tudo é uma ilusão. O tratamento precisa ser multidisciplinar para dar certo”. A equipe de fisioterapia e reabilitação também desenvolve trabalho considerado de eficiência.
De acordo com a chefe do setor, Ettes Martins, os 21.500 atendimentos apontados no setor, de janeiro a junho, englobam procedimentos realizados em diversos setores da unidade, com foco em um cuidado integral e humanizado: “O trabalho é realizado por uma equipe multiprofissional formada por cerca de 90 profissionais, entre fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e musicoterapeutas”.
O levantamento detalha que foram realizados 2.500 atendimentos no pronto-socorro; 2.340 na Unidade de Pacientes Graves (UPG); 5.400 na Unidade de Terapia Intensiva (UTI); UTI Pediátrica, 3.300; clínicas médicas, trauma e ortopedia, cerca de 8.200.
“A equipe de fisioterapia tem um papel essencial na jornada de recuperação, sempre com foco na qualidade do atendimento e na individualidade de cada paciente”, destaca Ettes Martins assinalando: “Contamos com uma equipe multiprofissional, que faz toda a diferença para garantir um cuidado integral e humanizado”.
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