Publicado 26/01/2026 15:44
Campos – A primeira caminhada de tartarugas-cabeçudas do ano, promovida pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e a Fundação Projeto Tamar, na praia do Farol de São Tomé, em Campos dos Goytacazes (RJ), na última semana, marcou uma ação de educação ambiental tradicional e atraiu a atenção de aproximadamente 200 pessoas (muitas delas turistas).
PublicidadeA ação conta com apoio logístico e operacional do Parque Estadual da Lagoa do Açu (Pelag) e acontece anualmente neste período, com proposta de sensibilizar sobre a importância da conservação das espécies marinhas e de ecossistemas costeiros; nessa etapa, envolveu 40 filhotes.
O secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi, comenta que aoiar a soltura das tartarugas que hoje são classificadas como vulneráveis é mais do que uma ação pontual: “É fazer parte do ciclo de vida de uma espécie ameaçada e cumprir nossa missão de proteger o meio ambiente fluminense”.
O Inea explica que a ação integra o Programa de Monitoramento de Tartarugas Marinhas (PMTM), desenvolvido pela Porto do Açu Operações (em São João da Barra), juntamente com a Fundação Projeto Tamar e as empresas Ferroport, Vast e GNA, com coordenação da Reserva
Caruara.
Caruara.
“Desde 2008, o programa monitora 62 quilômetros de faixa de areia”, acrescenta apontando que a extensão vai do pontal de Atafona, em São João da Barra, a Barra do Furado, em Campos, considerada área prioritária de desova da espécie Caretta caretta, conhecida como cabeçuda, ameaçada de extinção.
DENTRO DO PARQUE - O Inea pontua que a desova no litoral é acompanhada durante todo o ano por agentes ambientais: “O local onde ocorre a desova fica dentro do Parque Estadual da Lagoa do Açu (Pelag). Muitos ninhos encontrados em outras áreas são translocados para dentro dos limites da unidade de conservação, buscando maior segurança para os ovos”.
acompanhada pela população no Farol de São Tomé: “Devido à logística, o avistamento dos primeiros passos da espécie é feito na área do parque costumam ser agendadas para todas as sextas-feiras de janeiro, com possibilidade de extensão ao mês de fevereiro”.
Sobre o Parque Estadual da Lagoa do Açu, o Inea resume que tem 8.249,12 hectares, e abrange partes dos municípios de Campos e de São João da Barra, no norte fluminense: “A unidade de conservação tem como um de seus objetivos assegurar a preservação de parte de um dos mais ricos e bem preservados remanescentes de vegetação de restinga do Estado do Rio”.
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