Publicado 26/01/2026 16:08
Campos – As chuvas intensas deste início de ano não deixam apenas a Defesa Civil de Campos dos Goytacazes (RJ) em alerta, com a possibilidade de acidentes climáticos; mas, também, a Secretaria Saúde, que chama atenção da população para os riscos do contato com águas acumuladas, que podem se tornar um ambiente propício para a transmissão de diversas doenças.
Publicidade“O grande volume de chuva favorece o acúmulo de água em áreas abertas, criando condições para a disseminação de agentes infecciosos”, alerta o diretor de Vigilância em Saúde, infectologista Rodrigo Carneiro, ratificando que, quando há um grande volume de água de chuva, costumam ficar empoçadas: “Nesse cenário que algumas doenças acabam tendo sua transmissão facilitada”.
O médico cita como exemplo principal a leptospirose, transmitida principalmente pela urina de roedores. Ele orienta que o contato direto com esse tipo de água deve ser evitado sempre que possível: “Quando não houver alternativa, é fundamental proteger a pele, já que a infecção pode ocorrer por meio de pequenos ferimentos, muitas vezes imperceptíveis”.
Segundo Carneiro, a transmissão ocorre principalmente por pequenas lesões na pele: “Por isso, caso a pessoa tenha contato com água de enchente ou água estagnada, o ideal é, assim que chegar em casa, fazer uma higienização rigorosa com água e sabão. Outra doença que merece atenção é a hepatite A, especialmente em crianças que não foram vacinadas”.
ANIMAIS DOMÉSTICOS - No entanto, mesmo a vacinação tendo reduzido bastante o número de casos, o infectologista adverte que o risco ainda existe em situações de contato com água contaminada: “Os pais devem ficar atentos ao surgimento de sintomas como febre, diarreia, dor abdominal, náuseas e vômitos”.
Persistindo os sinais por 24 a 48 horas, a orientação é procurar atendimento médico e informar que a criança teve contato com água de enchente ou água não tratada. Carneiro chama atenção, ainda, para os cuidados com os animais de estimação: “Em períodos de chuva e alagamentos, os pets também podem se infectar com doenças como a leptospirose”.
Estando o animal infectado, há risco de transmitir para humanos: “Não existe indicação de uso preventivo de medicamentos; o que recomendamos é a observação. Caso o cuidador comece a apresentar sintomas como febre ou mal-estar, deve procurar atendimento médico e informar que teve contato com um animal que apresentou doença febril ou hemorrágica”, recomenda o médico.
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