Publicado 27/01/2026 14:38 | Atualizado 27/01/2026 14:50
Campos – Avançando na proposta do governo municipal, de investir em saúde com qualidade para a população, Campos dos Goytacazes passa a oferecer o tratamento chamado bioidênticos, utilizando hormônios isomoleculares, por meio do Centro de Referência e Tratamento à Mulher (CRTM). O município é pioneiro em todo estado do Rio de Janeiro, pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Publicidade“Este é um modelo inovador no SUS, já que existe apenas em São Paulo, tornando Campos o primeiro município do Rio de Janeiro a implementá-lo”, afirma a ginecologista/obstétrica, Mariah Bárbara, responsável pela idealização do projeto, destacando que o tratamento é o mais avançado, com doses hormonais individualizadas conforme os sintomas e exames de cada paciente.
Segundo a médica, já há pacientes em tratamento, e os relatos de melhora são emocionantes, evidenciando a importância da reposição hormonal: “O formulário preenchido pelas pacientes ajuda a apresentar à Secretaria de Saúde os avanços do tratamento e a reduzir a necessidade de consultas a outros médicos, como psiquiatras, além de diminuir idas ao pronto-socorro”.
Mariah explica que o tratamento oferecido às pacientes é baseado em hormônios isomoleculares, popularmente conhecidos como bioidênticos: “Essa abordagem representa uma mudança significativa na resposta terapêutica e na segurança dos tratamentos da menopausa; a estrutura química desses hormônios se assemelha bastante à dos hormônios endógenos”.
A prática médica é realizada por profissionais com expertise em hormonologia e conhecimento aprofundado nessa área, garantindo a administração segura e individualizada dos tratamentos: “Em relação à menopausa, os tratamentos hormonais tradicionais consistiam em uma reposição hormonal com estrogênio e progesterona combinados”, observa a ginecologista.
Na avaliação da profissional, embora eficaz, a abordagem apresentava limitações na individualização das doses: “Além disso, esses hormônios possuíam uma estrutura química distinta daquela dos hormônios naturalmente produzidos pelo organismo. Essa diferença, por sua vez, pode desencadear reações inflamatórias e hormonais no corpo”.
LONGEVIDADE - Quanto aos hormônios isomoleculares, Mariah diz que são considerados seguros: “As terapias não constituem mais um foco de grande preocupação, pois alcançamos avanços significativos. As prioridades atuais se concentram na promoção da longevidade e na ativação de outras partes da célula, como as mitocôndrias, tema que será amplamente discutido neste ano”.
Reforçando sua posição a respeito da menopausa, a médica pontua que é uma transição importante para o envelhecimento e não o fim da vida da mulher: “A terapia de reposição hormonal pode promover a longevidade, prevenindo doenças como fraturas e Alzheimer. Muitas vezes, os sintomas emocionais chegam como uma avalanche sem pedir licença; e isso mexe com a família inteira”.
A constatação reforça a importância do novo método e é ratificado por Mariah: “O caminho para a melhora existe, e nossas pacientes já vivenciam essa transformação, desfrutando de uma vida plena. A terapia não garantirá viver até os 120 anos, mas certamente melhora a qualidade de vida. Portanto, não devemos ter medo de iniciar a terapia”.
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