Publicado 02/03/2026 15:53
Campos – Após atingir 9,87 na madrugada, o nível do Rio Paraíba do Sul amanheceu em 9,32 metros em Campos dos Goytacazes (RJ) nesta segunda-feira (2). Segundo a Defesa Civil municipal, a tendência é continuar baixando; no entanto, a Ponte Barcelos Martins continua interditada, devido ao desnivelamento de um vão central, provocado pela pressão violenta da água.
PublicidadeA ponte está localizada no centro da cidade e é a principal travessia de pedestres, ciclistas e motociclistas do subdistrito de Guarus para a cidade e vice-versa. A interdição aconteceu no início da tarde de sábado (28) e os técnicos estão avaliando os primeiros passos a serem tomados para reparação do problema.
“A primeira atitude da Defesa Civil foi preservar vidas; então, nós tivemos uma preocupação muito grande de interditar a ponte de imediato”, justifica o secretário Alcemir Pascoutto. Ele confirma que o engenheiro da Secretaria de Obras e a equipe do setor de engenharia da Defesa Civil verificamos que o recalque foi muito intenso.
Pascoutto reforça que não havia outra alternativa: “Houve uma preocupação, porque nós sabemos que essa ponte é utilizada por trabalhadores. A Guarda também está posicionada orientando esses trabalhadores para diminuir o problema causado pela interdição “. As rotas alternativas do momento são as pontes Saturnino de Brito (da Lapa), Alair Ferreira e General Dutra.
NÍVEL EM QUEDA - Sobre o rio, o secretário afirma que o Centro de Monitoramento de Desastres vem trabalhando constantemente, passando a análise para a população: “Conforme o previsto, a cota chegou a 9,87 metros nesse domingo e caiu para 9,32 metros. Acreditamos em uma queda ainda maior no decorrer do dia”.
O prefeito Wladimir Garotinho acompanha o monitoramento e a situação da ponte. Ele reforça que embora a expectativa seja de que o nível do rio continue baixando, a interdição da Barcelos Martins terá de ser mantida: “Com a força da água, um dos pilares cedeu. Só podemos liberar depois que o rio descer e a força da água diminuir”.
Quanto às pessoas que necessitam utilizar a ponte no dia a dia, Wladimir sugeriu ao presidente do Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT), Álvaro Oliveira, e ao comandante da Guarda Municipal, Wellington Levino, a busca de alternativas: “No entorno das três opções de travessia, nas duas margens do rio, há agentes da Guarda orientando pedestres, ciclistas e motociclistas”.
ATENÇÃO TOTAL - Levino justifica os motivos de a Ponte Leonel Brizola (conhecida como Ponte Rosinha) não ter sido apontada entre as alternativas: “Ela tem estrutura de rodovia e não de perímetro urbano. Então, se a gente autorizar as bicicletas e os pedestres a transitarem nesse espaço, estaremos colocando em risco a vida e a segurança dessas pessoas.
O comandante ratifica que a Guarda estará atuando também nas outras pontes, para poder ter a melhor mobilidade quem as utilizar: “Entendemos que a segurança que nós estamos pautando é para as pessoas da maior fragilidade no trânsito, que são os pedestres e os ciclistas. Estamos com equipes deslocadas e cones sinalizando para redução da velocidade”.
Oliveira reforça a importância de a população estar atenta e os motoristas e motociclistas respeitarem os redutores: “Buscamos as melhores alternativas visando principalmente a segurança de todos. Pedimos que os motoristas e motociclistas tenham cuidado com o aumento de pedestres e ciclistas nas demais pontes, em especial a da Lapa”.
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