Construção fica entre Campos e Quissamã, e o objetivo é transformar a região em um polo de serviços offshore, Foto César Ferreira/Divulgação
Publicado 17/03/2026 18:28
Campos – Focado no setor offshore e na reciclagem naval, o Complexo Logístico e Industrial Farol-Barra do Furado, entre os municípios de Campos dos Goytacazes e Quissamã, ao norte do estado do Rio de Janeiro, está saindo do papel, depois de cerca de quase duas décadas de projetado. Trata-se de uma parceria público-privada, orçada em R$ 850 milhões, cuja pedra fundamental será lançada sábado (21), às 10h.
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O investimento principal é privado, da BR Offshore, com retomada do projeto – que é focado em estaleiro para reparo, reciclagem de embarcações e descomissionamento de plataformas - articulada pelos prefeitos Wladimir Garotinho (Campos) e Marcelo Batista (Quissamã), com a proposta de integrar a região norte fluminense.
Há também previsão da instalação de outras empresas do setor no complexo, cujo objetivo é transformar a região em um polo de serviços offshore, gerando cerca de dois mil empregos diretos e indiretos. O cronograma define que as obras terão a duração de dois anos. A retomada foi anunciada por Wladimir no mês passado.
A construção do complexo foi proposta, oficialmente, em 2011, com início das obras previsto para o ano seguinte. Ficou combinado que a parte da infraestrutura caberia às prefeituras de Campos e Quissamã, com recursos financeiros estaduais e federais. O início aconteceu em 2012; mas uma série de fatores gerou a interrupção.
POOL DE BANCOS - O terminal portuário e estaleiro contempla as atividades em alto-mar do setor de petróleo e gás, na divisa dos dois municípios. A retomada da construção é reforçada com a entrada do Banco Fator na parceria. Segundo o presidente da BR Offshore, Ricardo Vianna, a entrada em operação deve acontecer até 2028.
Vianna explica que a Fator terá uma participação minoritária, porém, significativa, em razão de um “pool de bancos” que estará liderando na montagem de uma estruturação financeira. A expectativa é que seja financiado o máximo do total a ser investido no projeto como um todo.
O presidente adianta que está prevista a construção de um cais com até 900 metros lineares, para receber as plataformas instaladas em navios, a serem reciclados. Porém, ressalva que depende ainda de aprovação de leis específicas no Congresso Nacional.
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