Publicado 07/05/2026 16:33
Campos – Doze pessoas, seis delas policiais penais, estão sendo investigadas, em Campos dos Goytacazes (RJ), por tráfico de drogas e por facilitarem a entrada de celulares em dois presídios do município. A denúncia foi feita pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Gaeco/MPRJ) denunciou, que obteve a prisão preventiva de todos no início desta semana.
PublicidadeO cumprimento dos mandados de prisão, busca e apreensões está sendo executado pela Polícia Civil (PC) desde a manhã desta quinta-feira (7), nas unidades prisionais Dalton Crespo de Castro e Carlos Tinoco da Fonseca e em endereços pessoais dos investigados em Campos, na cidade do Rio de Janeiro, Rio das Ostras, Casimiro de Abreu, Duque de Caxias e Cabo Frio.
O Gaeco informa que as investigações, em conjunto com a PC, tiveram início após o ex-policial penal Marcelo Aparecido de Lima ser morto a tiros em abril de 2025, no bairro Parque Santa Clara, em Campos: “A partir da análise dos dados de aparelhos celulares da vítima, ficou demonstrada a existência de um grupo criminoso”.
Segundo o relato, “atuando com estrutura hierárquica definida e divisão funcional de tarefas”, o grupo se associou para traficar drogas e permitir a entrada e a venda ilegal de celulares nos dois presídios. “Os seis policiais penais denunciados, valendo-se de suas prerrogativas funcionais, atuavam para viabilizar o ingresso dos entorpecentes e aparelhos celulares nas unidades prisionais”, pontua.
De acordo ainda com o Gaeco, para cumprir a tarefa, os policiais recebiam vantagens financeiras e lucros das vendas realizadas dentro dos presídios: “Quatro pessoas, uma delas atualmente presa, eram responsáveis pelo abastecimento da rede criminosa, enquanto outros dois custodiados atuavam no fracionamento e na comercialização interna das substâncias e dos celulares”.
As denúncias do Ministério Público foram aceitas pelo Juízo da 3ª Vara Criminal de Campos que, além das prisões preventivas, determinou o afastamento dos policiais penais das suas funções e a suspensão do porte de armas de fogo. A relação de todos os envolvidos e do material apreendido ainda não foi divulgada.
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