Publicado 26/05/2026 15:49
Campos - Ações voltadas ao desenvolvimento econômico regional, logística offshore e crescimento da cadeia de petróleo e gás estão na pauta de prioridades do prefeito de Campos dos Goytacazes (RJ), Frederico Paes. Ele busca alternativas, focadas no atendimento às operações da Bacia de Campos. O Heliporto Farol de São Tomé é um dos pilares.
PublicidadeA estratégia do prefeito ganhou desdobramento bastante positivo no final da semana (quinta-feira, 21), a partir de reunião com diretores da Infra Operações Aeroportuárias, administradora do Heliporto Farol de São Tomé e do Aeroporto Bartolomeu Lisandro, ambos em Campos. Investimentos, geração de empregos e o papel estratégico do município, uma das principais áreas produtoras do país, foram debatidos.
Um fator interessante colocado na agenda, é que o Heliporto Farol de São Tomé responde por cerca de 10% de toda a movimentação offshore mundial - entre 2021 e abril de 2026, foram registrados mais de 1,73 milhão de passageiros transportados, além da geração de aproximadamente 400 empregos diretos ligados às operações do setor. Trata-se do principal terminal de transporte offshore para as Bacias de Campos e Espírito Santo.
A infraestrutura da unidade é considerada de ponta, com capacidade para mais de 1.200 passageiros por dia, sendo responsável pela movimentação de cerca de 80% das atividades aéreas da região norte fluminense. “Campos ocupa uma posição estratégica para o setor offshore e para toda a cadeia produtiva do petróleo e gás”, pontua Paes.
NÚMEROS EXPRESSIVOS - O prefeito observa que heliporto – localizado na praia do Farol de São Tomé, na Baixada Campista - e o aeroporto – próximo da rodovia BR-101, no subdistrito de Guarus - têm papel decisivo na movimentação econômica regional, atraindo investimentos, gerando empregos e impulsionando oportunidades para a população.
“Os números mostram a dimensão da importância de Campos para a economia regional e nacional. Estamos falando de uma estrutura que movimenta pessoas, serviços, empresas e fortalece a capacidade logística da nossa cidade”, pontua assinalando que o terminal proporciona menos tempo de voo até as plataformas marítimas em relação a bases mais distantes.
O encontro envolveu também o diretor da Infra, Louzival Mascarenhas; superintendente do Aeroporto Bartolomeu Lisandro, Samuel Ferraz; superintendente do Heliporto Farol de São Tomé, Rosimar Tavares; presidente da Companhia de Desenvolvimento do Município de Campos (Codemca), Afrânio Júnior; secretário de Governo, Juninho Virgílio; e o assessor de Governança Estratégica de Frederico Paes, Sérgio Cunha.
AMPLIAR DIÁLOGO - O heliporto está estruturado com 18 posições para helicópteros; quatro hangares; terminal de passageiros com salas de briefing, espaços administrativos, lanchonete, e nove balcões de check-in. Também tem uma Seção Contra-Incêndio (SCI), equipada com viaturas de combate a incêndio, apta a atender emergências aeroportuárias e aeronáuticas.
Periodicamente, realiza simulados de emergência reduzindo o tempo de resposta em situações críticas. De acordo com dados da Infra, desde 2024, toda a operação no aeródromo é abastecida por energia 100% renovável. Na opinião de Mascarenhas Junior (em recente entrevista), o Heliporto Farol de São Tomé mostra como é possível unir infraestrutura eficiente e benefício social.
“Mais do que operações seguras, conseguimos gerar reflexos diretos para a vida das pessoas, movimentando restaurantes, hotéis, pousadas e o comércio em geral”, realça o diretor da Infra enfatizando que, hoje, o heliporto é um eixo de desenvolvimento econômico local, capaz de fortalecer o turismo, criar empregos e projetar Campos no mapa da indústria offshore.
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