Publicado 28/05/2026 19:18
Campos - Pela quarta vez, o Hospital Ferreira Machado (HFM), em Campos dos Goytacazes (RJ), realiza captação de órgãos este ano. Aconteceu nesta quarta-feira (27) e já foram incluídos na fila nacional de transplantes. A ação mobilizou equipes médicas e forças de segurança para garantir agilidade em todas as etapas do procedimento.
PublicidadeForam captados dois rins, duas córneas, fígado e coração de uma mulher de 30 anos, moradora de Miracema, no noroeste fluminense, vítima de um acidente motociclístico que resultou em traumatismo crânio-encefálico grave. Após a confirmação da morte encefálica, a família autorizou a doação.
Primeiro a ser retirado, o coração foi levado para o Rio de Janeiro em uma aeronave da Secretaria Estadual de Saúde, que pousou no Cais da Lapa, em frente ao 5º Grupamento de Bombeiro Militar (5º GBM), no centro da cidade de Campos. Equipes da Guarda Municipal apoiaram no deslocamento entre o hospital e o local de pouso da aeronave.
A operação foi coordenada pela equipe do NF Transplantes, responsável pela logística e captação dos órgãos. Segundo a médica responsável pela Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante do HFM, Patrícia Rangel, o processo envolve grande rede de profissionais e exige sensibilidade no acolhimento às famílias.
CONTRA O TEMPO - “A maioria das pessoas não imagina quantos profissionais estão envolvidos em todo o processo de doação e transplante”, ressalta Patrícia apontando as equipes que prestaram o primeiro socorro à vítima na via pública até os profissionais que atuaram no HFM.
A médica cita ainda os profissionais que se deslocaram do Rio de Janeiro para a captação: “Todos trabalham contra o tempo, porque cada minuto é precioso. Médicos, equipes de enfermagem, motoristas e pilotos de helicóptero fazem parte dessa corrente pela vida. Nosso papel, no HFM, é mostrar à família que a dor do luto pode ganhar um novo significado”.
No Rio de Janeiro, o coração foi transplantado em um paciente que aguardava na fila por um órgão compatível. “A operação reforça a importância da integração entre os serviços de saúde, segurança e logística para garantir o sucesso dos transplantes e salvar vidas”, comenta a médica.
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