Os presos foram levados para a 134 DP; passarão por audiência de custódia e serão conduzidos ao presídio Foto Divulgação
Publicado 18/06/2026 16:17
Campos – Seis pessoas foram presas na manhã desta quinta-feira (18), no estado do Rio de Janeiro, durante a Operação Cedro de Ouro, investigadas por participação no chamado “golpe do falso advogado”. Cinco mandados ocorreram em Campos dos Goytacazes, na região norte, e um no bairro Ilha do Governador, na capital do estado.
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Suspeitos de terem causado um prejuízo de aproximadamente R$ 550 mil a um empresário do Paraná, os criminosos teriam obtido informações sobre processos judiciais do alvo. Em seguida, passando-se por advogados e representantes do Judiciário, convenceram a vítima a realizar transferências bancárias.
Em Campos, a operação foi coordenada pela 134ª Delegacia de Polícia (134 DP), tendo à frente o delegado titular Carlos Augusto Guimarães. Ele aponta que as investigações serão desdobradas a partir de perícias que estão sendo feitas nos aparelhos celulares e documentos apreendidos.
As prisões ocorreram no subdistrito de Guarus, na Avenida Pelinca e na região do centro da cidade, em residências e lojas ligadas aos suspeitos. Os mandados foram expedidos pela Justiça do Paraná. A polícia ainda está no encalço de mais dois integrantes da quadrilha; porém, não dá detalhes, por enquanto, para não comprometer as buscas em andamento.
O grupo informava que o cliente tinha uma decisão favorável e dinheiro a receber de determinado processo. Para obter a liberação, a vítima era convencida a efetuar transferências urgentes para o pagamento de taxas, custas judiciais ou impostos, com o valor sendo distribuído, via pix, nas contas bancárias em Campos e na cidade do Rio de Janeiro para ocultação e lavagem de dinheiro.
O golpe teria ocorrido em dezembro de 2025. Os detidos passarão por audiência de custódia, serão encaminhados ao presídio de Campos e, em seguida, após a autorização judicial de ambos os estados, os detidos serão transferidos sob escolta policial para o sistema penitenciário do Paraná, onde o processo principal corre.
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