Publicado 20/08/2026 16:36 | Atualizado 20/08/2026 16:36
Campos – Fenômeno que acontece há vários anos na região do Farol de São Tomé, em Campos dos Goytacazes (RJ), a erosão costeira e o avanço do mar vêm destruindo trechos da estrada de acesso à Barra do Furado (Quissamã) volta a preocupar. Terça-feira (18), técnicos do governo campista estiveram no local fazendo levantamento da situação.
PublicidadeNão é a primeira vez. Rompimentos expressivos e interrupções graves no tráfego já foram registrados em meados de 2016, 2022, 2025, além de episódios contínuos recentes. Em junho de 2022, especialistas avaliaram que o processo erosivo poderia estar ocorrendo “pela ação natural do sol, de ventos e, principalmente, da água da chuva”.
No entanto, não foi explicado o que vem provocando erosão no Farol de São Tomé: a passagem de uma frente fria no município havia provocado mais uma ressaca no mar, aumentando o processo de erosão, destruindo ainda mais parte da estrada litorânea que liga a localidade de Gaivotas a Barra do Furado.
A visita técnica da última terça-feira aconteceu no trecho próximo ao Lagamar, tendo a finalidade de buscar alternativas que permitam melhorar, de forma emergencial, as condições de circulação, já que a complexidade do problema exige estudos antes da execução de qualquer intervenção. Obras paliativas e desvios improvisados são frequentemente adotados.
O secretário de Agricultura, Pecuária e Infraestrutura Rural, Almy Júnior, adianta que a alternativa em análise neste momento é a implantação de um desvio para restabelecer melhores condições de tráfego no trecho afetado: “Estamos visitando o local por determinação do prefeito Frederico Paes, porque o avanço do mar é grande”.
SOLUÇÃO DEFINITIVA - O problema no tráfego entre o terminal pesqueiro e Farol de São Tomé agrava o quadro. Almy afirma que está sendo avaliada uma solução paliativa, ainda não definitiva, e que a proposta é fazer um desvio na região para melhorar o acesso. Independente do paliativo, está sendo articulada uma solução de forma definitiva.
Almy pontua que o projeto para solucionar o problema causado pelo avanço do mar na região está estimado em cerca de R$ 150 milhões: “Diante do valor e da complexidade da obra, o município considera necessária a participação dos governos estadual e federal”.
Além da captação de recursos, o secretário observa que a execução depende de autorizações de diferentes órgãos públicos envolvidos nas questões ambientais e de infraestrutura: “O projeto já chegou a ser apresentado em Brasília, mas, até o momento, não houve avanço para viabilizar a intervenção definitiva. Enquanto isso, trabalhamos na definição de uma alternativa emergencial “.
Também participaram da visita técnica os secretários Fábio Ribeiro (Obras, Infraestrutura e Mobilidade Urbana); Alcemir Pascoutto, (Defesa Civil); o representante do Gabinete do Prefeito, José Sanguedo; além de técnicos das respectivas secretarias. Fábio Ribeiro adianta que o novo acesso deve passar por uma propriedade nas proximidades da atual estrada.
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