Anik Rebello ressalta que MPRJ busca se aproximar da realidade vivenciada por alunos e educadores nas escolas Foto Seduct/Divulgação
Publicado 28/08/2026 17:20
Campos - “O Concurso de Boas Práticas em Educação Digital e Midiática representa mais um passo importante entre as iniciativas desenvolvidas em Campos dos Goytacazes para tornar a educação digital uma realidade nas escolas e ampliar a segurança de crianças e adolescentes no ambiente digital”.
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O comentário é da promotora de Justiça e Tutela Coletiva da Infância e da Juventude, Anik Rebello Assad, que defende a urgência de avançar na proteção das crianças e adolescentes no ambiente digital. Para tanto, ela propõe a elaboração de um Edital do Concurso de Boas Práticas em Educação Digital e Midiática, em parceria com o Ministério Público Estadual (MPRJ).
A pauta foi analisada quarta-feira (26), entre representantes da diretoria de Programas e Projetos e da gerência de Tecnologias Educacionais da Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct), em reunião on-line com a promotora. Também participaram 60 professores orientadores de Tecnologias Educacionais da rede municipal de ensino.
Ficou definido que o edital será organizado pela Seduct, contemplando não apenas as escolas públicas (municipais e estaduais), mas, também, as particulares. “A iniciativa se alinha à atuação da Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Infância e Juventude do MPRJ, que vem buscando verificar e fortalecer essa implementação, valorizando boas práticas e o protagonismo da comunidade escolar”, ressalta Anik.
A diretora de Programas e Projetos, Anna Karina de Azevedo, explica que proposta tem o intuito de garantir a outorga do Selo de Boas Práticas em Educação Digital e Midiática: “Sob o lema ‘Educação Digital é pra já - Não basta controlar, é preciso educar’, a ação vai envolver, ainda, a Secretaria de Estado de Educação e o Sindicato das Escolas Particulares”.
Ana Karina realça que iniciativa desloca o foco da mera restrição para a formação cidadã no ambiente virtual: “A evolução constante do ecossistema digital traz oportunidades imensas, mas também impõe desafios complexos à convivência escolar, como o cyberbullying, o discurso de ódio e a desinformação”.
LADO A LADO - Para a gerente de Tecnologias Educacionais da Secretaria, Luciane dos Santos Morais, a atuação desses professores orientadores faz toda a diferença: “Eles não estão ali só para operacionalizar o uso de equipamentos, mas para caminhar lado a lado dos demais professores, tirando o receio da inovação e mostrando como a tecnologia pode facilitar o dia a dia na sala de aula”.
Também a coordenadora do Projeto de Computação da Seduct, Natália Sobrinho, se manifesta: “A rede municipal vem avançando de forma muito significativa na área da educação midiática e digital”, observa destacando a de Campos pela elaboração colaborativa dos Cadernos Metodológicos de Computação, publicados no repositório MEC RED para apoiar diretamente o professor.
“Além disso, iniciativas como a I Jornada de Educação Digital e Midiática (realizada em junho), que promoveu formações imersivas em temáticas como pensamento computacional, educação midiática e inteligência artificial”, acentua frisando que as formações vêm fazendo com que a teoria se transforme em aprendizado real e aplicável em sala de aula.
CALENDÁRIO - No dia 11 de agosto o MPRJ iniciou o calendário de visitas às unidades escolares de Campos previsto para o segundo semestre do ano. A programação faz parte das ações de acompanhamento da implementação da educação digital nas escolas da cidade, que se tornou obrigatória a partir do ano letivo de 2026.
A primeira visita foi realizada no Colégio Estadual Félix Miranda, no bairro Parque Guarus, com Anik Rebello conversando com alunos, professores e integrantes da equipe escolar, procurando conhecer as iniciativas desenvolvidas pela unidade e os desafios encontrados para a implementação das medidas previstas.
“A presença do Ministério Público nas escolas permite ir além da fiscalização. Aproxima a instituição da realidade vivenciada por alunos e educadores, favorece o diálogo e contribui para que a educação digital se transforme em uma prática efetiva de proteção”, ratifica a promotora enfatizando: “Não basta controlar. É preciso educar”.
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