Rodrigo Carneiro frisa que proteger as crianças por meio da vacina reflete na segurança de toda a comunidade escolar Foto Gomes/Reprodução
Publicado 12/10/2026 16:23
“A imunização é a principal linha de defesa para evitar que quadros simples evoluam para enfermidades de maior gravidade”. O alerta é do subsecretário de Vigilância em Saúde (vinculada à Secretaria de Saúde) de Campos dos Goytacazes (RJ) e médico infectologista, Rodrigo Carneiro, preocupado com o aumento na frequência de doenças infecciosas - como gripes, resfriados e conjuntivite - no retorno às atividades nas escolas e creches.
Publicidade
A necessidade de manter o calendário vacinal rigorosamente atualizado é sugerida pelo
médico, ratificando que o ingresso de crianças em creches e pré-escolas costuma ser um marco importante no desenvolvimento infantil, mas também traz um desafio conhecido por pais e educadores: a propagação dessas doenças.
“É importante oferecer uma alimentação adequada para contribuir com o desenvolvimento do sistema imunológico e manter a vacinação em dia, pois muitas dessas doenças podem ser prevenidas por meio de vacinas”, orienta Carneiro, recomendando que o acompanhamento periódico com pediatras, médicos de família e equipes multidisciplinares seja feito para monitorar a saúde dos menores.
“O monitoramento é importante também para identificar precocemente condições que facilitem as infecções, reforça o infectologista”, pontua Carneiro. No entanto, ele realça que, embora o contato com novos microrganismos seja previsível no ambiente escolar, as instituições de ensino desempenham um papel fundamental no bloqueio da transmissão de vírus e bactérias.
O subsecretário rugere que as escolas devem adotar protocolos rígidos de proteção coletiva, tais como: desinfecção constante, com limpeza frequente de superfícies e objetos compartilhados; manutenção de salas de aula e ambientes internos devidamente arejados; incentivo ativo à lavagem das mãos e do rosto pelas crianças e funcionários; e redução de aglomerações desnecessárias dentro do espaço escolar.
Várias doses disponíveis
Entre as vacinas disponibilizadas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) que combatem males comuns nesta faixa etária, Carneiro destaca os imunizantes contra rotavírus, hepatite A, coqueluche, difteria, tétano, além da tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola).
O infectologista aponta como novidade importante para a saúde pública local a chegada da
Pneumo 20, versão atualizada da vacina pneumocócica destinada a crianças pequenas. "Todas essas vacinas estão disponíveis de forma gratuita na rede pública, conforme o calendário nacional de vacinação", enfatiza.
Para realizar a atualização vacinal, a Secretaria de Saúde do município orienta que crianças acima de dois meses de vida compareçam aos postos acompanhadas por seus pais ou responsáveis legais. No momento do atendimento, é obrigatório apresentar: documento de identidade com foto do responsável; CPF ou Cartão do SUS; Caderneta de Vacinação da criança; e laudo médico ou documento comprobatório oficial (exclusivo para pacientes imunocomprometidos).
Leia mais