Cenário foi exposto após fiscalizações realizadas pela vereadora Rosy MangifestaFoto: Reprodução Vídeo Rede Social
Publicado 15/05/2026 13:08 | Atualizado 15/05/2026 13:08
Casimiro de Abreu - Pacientes que procuram atendimento nas unidades de saúde de Casimiro de Abreu têm encontrado uma realidade marcada por ausência de profissionais, problemas estruturais e sensação de abandono. O cenário, exposto após fiscalizações realizadas pela vereadora Rosy Mangifesta, acendeu um forte alerta sobre a situação da saúde pública no município e ampliou a cobrança por respostas rápidas da administração municipal.
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Durante as visitas, uma das situações mais preocupantes foi registrada no ESF Odino Miranda. Segundo o relatório apresentado pela parlamentar, nem médicos nem a enfermeira-chefe estavam presentes na unidade no momento da fiscalização. A ausência de profissionais gerou indignação entre moradores que aguardavam atendimento e aumentou a sensação de desassistência enfrentada pela população.
Outro ponto que chamou atenção foi a situação estrutural do ESF Oswaldo Ramos. O local apresenta infiltrações, paredes com mofo e sinais visíveis de deterioração, cenário que preocupa pacientes e servidores. As condições encontradas levantam questionamentos sobre a manutenção das unidades e sobre os impactos diretos na qualidade do atendimento oferecido à população.
Além dos problemas físicos e da falta de profissionais, a fiscalização também apontou lentidão em processos considerados essenciais para reforçar a rede municipal de saúde. Entre eles está o edital para contratação de novos agentes comunitários de saúde, que, segundo o relatório, segue parado na Procuradoria, sem previsão concreta de avanço.
Enquanto moradores relatam dificuldades para conseguir atendimento e convivem com estruturas comprometidas, a gestão municipal afirma que reformas e intervenções estão em andamento. No entanto, as informações levantadas nas visitas feitas pela vereadora aumentaram o clima de insatisfação e reforçaram críticas sobre a condução da saúde pública no município.
A situação ganhou repercussão principalmente porque envolve serviços considerados básicos e essenciais para a população. Para muitos moradores, o problema vai além da estrutura física das unidades e reflete uma crise administrativa que atinge diretamente quem depende do sistema público de saúde.
Diante do cenário encontrado, a vereadora informou que o relatório completo das fiscalizações será encaminhado aos órgãos competentes para análise e adoção de providências.
O caso aumenta a pressão sobre o governo municipal em um momento em que a população cobra soluções imediatas, mais transparência e melhorias concretas no funcionamento da rede pública de saúde de Casimiro de Abreu.
A equipe de reportagem do Jornal O DIA tenta contato com a administração municipal para comentar os apontamentos apresentados no relatório de fiscalização. Até a publicação deste material, não houve retorno oficial da Prefeitura. A matéria segue em atualização.
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