Agentes de trânsito e policiais rodoviários conversaram com condutores e esclareceram dúvidas sobre a legislação dos veículos elétricosFoto: Divulgação
Publicado 02/06/2026 09:37
Casimiro de Abreu - Os veículos elétricos ganharam espaço nas ruas, mas o crescimento acelerado desse meio de transporte trouxe um novo desafio: garantir que a tecnologia caminhe ao lado da segurança. Em Casimiro de Abreu, uma ação educativa realizada nesta semana chamou a atenção para um problema que preocupa autoridades de trânsito: o uso inadequado e a alteração irregular de motos e bicicletas elétricas.
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A blitz reuniu equipes do Departamento Municipal de Trânsito (Demutran) e da Polícia Rodoviária Federal. Em vez de autuações, a iniciativa apostou na informação. Condutores receberam orientações, tiraram dúvidas e tiveram acesso a material educativo sobre as normas que regulamentam a circulação desses veículos.
O objetivo foi esclarecer um tema que ainda gera muitas dúvidas entre os usuários. Com a popularização dos modelos elétricos, muitas pessoas desconhecem as diferenças entre bicicletas elétricas, veículos autopropelidos e ciclomotores, categorias que possuem exigências distintas previstas na legislação.
Durante a ação, os agentes explicaram que bicicletas elétricas e autopropelidos possuem velocidade máxima de até 32 quilômetros por hora e potência limitada a 1.000 watts. Nesses casos, não há exigência de habilitação, emplacamento ou idade mínima específica para condução.
Já os ciclomotores apresentam características diferentes. Com velocidade que pode chegar a 50 quilômetros por hora e potência de até 4.000 watts, esses veículos exigem habilitação, emplacamento e que o condutor seja maior de idade.
Segundo os agentes envolvidos na fiscalização educativa, um dos principais problemas observados atualmente é a alteração irregular dos equipamentos. Muitos veículos comercializados como autopropelidos passam por desbloqueios eletrônicos para atingir velocidades superiores às permitidas.
O policial rodoviário federal Douglas de Abreu alertou para os riscos desse tipo de prática, especialmente entre adolescentes e jovens.
"Muitos usuários acabam modificando os veículos para aumentar a velocidade. Encontramos um caso em que o equipamento alcançava 78 quilômetros por hora após ser desbloqueado. Isso representa um grande risco para quem conduz e para todos que circulam nas vias", explicou.
O agente também destacou a importância da participação dos pais na fiscalização do uso desses equipamentos por menores de idade, já que muitos veículos deixam de se enquadrar como autopropelidos após as modificações e passam a ser classificados como ciclomotores ou até motocicletas.
Além de orientar quem já utiliza os veículos elétricos, a blitz serviu para auxiliar pessoas interessadas em adquirir um equipamento. Muitos condutores aproveitaram a oportunidade para esclarecer dúvidas sobre documentação, limites de velocidade, equipamentos obrigatórios e regras de circulação.
A iniciativa reforça a importância da informação como ferramenta de prevenção. Em um cenário de crescimento constante da mobilidade elétrica, conhecer a legislação e respeitar os limites de cada categoria torna-se fundamental para garantir segurança, evitar acidentes e promover uma convivência mais harmoniosa no trânsito.
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